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Campo Grande, Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

28/01/2017 13:33

Campeão pelo Santos em 2002, Robert é atração em MS, só que fora de campo

Paulo Nonato de Souza
Robert, campeão brasileiro pelo Santos em 2002, comanda o time do Clube União/ABC que vai estrear no Estadual 2017 diante do Operário (Foto: Marcos Ermínio)Robert, campeão brasileiro pelo Santos em 2002, comanda o time do Clube União/ABC que vai estrear no Estadual 2017 diante do Operário (Foto: Marcos Ermínio)

Robert da Silva Almeida, baiano de Salvador, mais conhecido como Robert, de 46 anos. Quando a bola rolar na próxima quarta-feira, às 20h45, no Estádio Morenão, em Campo Grande, com Operário Futebol Clube e Clube União/ABC, pela rodada de abertura do Campeonato Estadual de 2017, ele será uma das principais atrações do jogo, só que na beira do gramado.

Meia-esquerda campeão brasileiro pelo Santos em 2002, no auge da dupla Diego e Robinho, com o campo-grandense Alberto no comando do ataque, Robert acumula uma experiência de 25 anos no futebol, entre base e profissional. Iniciou a carreira de treinador em 2015 e desde o dia 5 de janeiro de 2017 comanda o time do Clube União/ABC, clube fundado há apenas dois anos em Campo Grande.

“Decidi que queria ser treinador em 2014. Em 2015 fiz um estágio no Santos com o Oswaldo de Oliveira e depois disso fui ser treinador do Corinthians dos Estados Unidos (uma franquia criada em Glendora, cidade distante 47 Km de Los Angeles, na California, para ser filial do Corinthians Paulista na National Premier Soccer League, equivalente a quarta divisão), voltei em 2016 e agora estou aqui no futebol de Mato Grosso do Sul. Para mim tem sido uma boa oportunidade para colocar as minhas idéias em prática e evoluir cada vez mais nessa carreira”, disse Robert, esta manhã, durante um rápido intervalo de um treino técnico-tático no campo da Secretaria Municipal de Obras, na saída para Dourados.

Abordado sobre a sua filosofia de trabalho, se está mais para os técnicos estudiosos, como Tite, Cuca, Eduardo Baptista e outros da nova geração de treinadores, ou se está mais para Renato Gaúcho, que admitiu preferir jogar futvôlei na praia a fazer cursos ou estágios na Europa, Robert disse que prefere fundamentar seus métodos em conceitos do futebol moderno.

“Sou parceiro do Renato Gaúcho no futvôlei, mas gosto de estudar. Fiz curso na USP (Universidade São Paulo), realizado pelo Sindicato dos Treinadores do Estado de São Paulo, e me espelho no trabalho de técnicos considerados modernos, como o Tite, Guardiola, José Mourinho, Diego Simeone e Jorge Sampaoli. Junto tudo que aprendo com eles ao conhecimento que adquiri nos meus 25 anos no futebol”, declarou.

No treino do Clube União/ABC, neste sábado, já no aquecimento dos seus jogadores Robert mostrou que é um técnico adepto dos conceitos modernos do futebol.

De apito na boca, no lugar de corridas, exercícios físicos e alongamentos, ele formou um círculo e comandou um trabalho onde era permitido apenas um toque na bola, sob pena de ter que “pagar” inflexões para quem errasse o passe ou desse mais de um toque na bola. “Fui jogador e sei como é isso. Jogador gosta de bola, então tudo tem que ter bola, até no aquecimento”, comentou.

Sobre como irá armar taticamente o Clube União/ABC para a estréia no Campeonato Estadual, contra o Operário, na quarta-feira, Robert contou que gosta de jogo dinâmico e redução de espaço. Tem como referências o jeito de jogar do Barcelona, da Espanha, Bayern de Munique, da Alemanha, e a velocidade do Santos da temporada de 2010.

Robert orientando seu time, o Clube União/ABC, no treino deste sábado (Foto: Marcos Ermínio)Robert orientando seu time, o Clube União/ABC, no treino deste sábado (Foto: Marcos Ermínio)

“A armação da equipe depende muito da capacidade dos jogadores disponíveis. Se tenho na mão jogadores que sabem jogar pelas pontas posso armar um 4-2-3-1, se tenho jogadores mais cerebrais, que pensam o jogo, aí posso sair com um 4-1-4-1”, disse.

Há apenas 23 dias à frente do time campo-grandense, Robert ainda está conhecendo o elenco e a característica de cada um dos 23 jogadores, a maioria jovens, e média de idade de 25 anos. O mais experiente do elenco é o meia-esquerda Everton Rizzato, de 31 anos, que também é opção para a lateral-esquerda.

DENTRO DE CAMPO - Como jogador, Robert iniciou a carreira em 1990 jogando pelo Olaria, do Rio de Janeiro, depois passou pelo Guarani de Campinas e Rio Branco de Americana, antes de chegar ao Santos em 1995. Seu auge no time santista foi entre 2001 e 2002, quando foi campeão brasileiro e apontado como o melhor meia-esquerda do futebol brasileiro. Jogou também no Grêmio e Atlético Mineiro, antes de sair do Brasil para jogar no Sapporo, do Japão, em 2003. Ele parou de jogar profissionalmente em 2006.



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