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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

08/06/2014 15:37

Com 17 "brasileiros", atleta da Capital tem hegemonia na luta de braço

Helton Verão
Júnior em mais duas conquistas suas Júnior em mais duas conquistas suas
Ao lado de Arnold Schwarzenegger um dos símbolos da modalidade no mundoAo lado de Arnold Schwarzenegger um dos símbolos da modalidade no mundo
Emidio tem 17 brasileiros no currículo, 9 no braço direito e oito no esquerdoEmidio tem 17 brasileiros no currículo, 9 no braço direito e oito no esquerdo

Acostumado por raramente ter algum representante em torneios nacionais e internacionais no meio esportivo, mal sabem os sul-mato-grossenses que um campo-grandense é o maior vencedor da luta de braço dos últimos 13 anos no Brasil. Emidio Rodrigues Santos Júnior, 41 anos, que é nada mais nada menos 17 vezes campeão brasileiro.

Vale lembrar que a modalidade pode ser disputada em duas categorias diferentes, braço esquerdo ou direito. Com o direito foram nove títulos e com o esquerdo mais oito. “Me inspirei no filme do Rocky. Assisti uma competição uma vez e então fiquei interessado. Conheci um rapaz da federação e então comecei a praticar, meus amigos e meu pai foram as cobaias”, comenta o atleta.

Sua primeira disputa aconteceu em 2002, o Campeonato Brasileiro de Luta de Braço, e logo de cara, o segundo lugar. “Sempre gostei muito de fazer força. Qualquer que seja o jogo. Vi que tinha uma genética boa”, ressalta Júnior.

Em 2004, repetiu o bom desempenho no Brasileiro e ficou com o 3º lugar. Depois desses dois bons resultados, resolveu começar a malhar para melhorar seu desempenho, e deu certo.

“Comecei a fazer musculação 2005, já em 2006 fui campeão brasileiro. Depois disso, até o ano passado conquistei o título todos os anos, em 2010 ainda venci o Sul-Americano, na Argentina”, conta Emídio.

Em 2010 e 2012 disputou o Mundial, ficando em 5º e 7º, respectivamente.

Neste ano, disputou um torneio Internacional no Rio de Janeiro onde terminou na 4ª colocação, e garantiu o direito de disputar o Mundial na Califórnia, mas neste ano uma cirurgia no maxilar o tirou das competições.

Treinando apenas leve para não perder a forma, o empresário pede a ajuda de patrocinadores para voltar as competições em breve. Seu sonho maior é conquistar o Mundial.

“Estou afastado pela cirurgia, mas em forma para voltar as competições. Tem competições internacionais que a inscrição chega a custar 35, mil dólares”, comenta o atleta.

Para viajar as competições, o lutador custeia 90% dos seus gastos, a base de ajuda de amigos. “Produzo camisas dos campeonatos que irei disputar e vendo entre os amigos para ajudar nos custos”, lembra.



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