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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

25/09/2014 13:15

Com corte de gastos, repasse de R$ 300 mil a atletas da Capital está suspenso

Aliny Mary Dias

Criado há 17 anos, o FAE (Fundo de Apoio ao Esporte) é, para muitos atletas de Campo Grande, uma ajuda e tanto para seguir treinando e competindo. O problema é que parte dos 175 atletas de diferentes modalidades contemplados pelo fundo neste ano tiveram o auxílio suspenso e por enquanto não há certeza sobre quando os R$ 300 mil serão pagos.

Em razão da maioria das modalidades praticadas na Capital terem caráter amador, patrocínio é uma palavra quase desconhecida dos atletas. O fundo coordenado pela Funesp (Fundação Municipal do Esporte) é uma ferramenta conhecida entre as federações, principalmente para auxiliar em competições fora da cidade.

O FAE desse ano previa a liberação de R$ 400 mil para 175 atletas, entidades e federações. As inscrições começaram em fevereiro e a lista com o nome dos contemplados saiu no último dia 9 de julho desse ano. O pagamento dos valores que vão de R$ 745 a R$ 4 mil foi dividido em 4 parcelas a serem pagas até o fim desse ano.

Todo o problema de atraso e suspensão do FAE começou no início desse mês, quando parte dos atletas não recebeu o valor prometido. O presidente da Federação de Boxe do Estado de Mato Grosso do Sul, Marcelo Nunes, afirma que cinco dos 10 atletas contemplados na modalidade ainda esperam receber o valor.

“No mês passado, atrasou o repasse para dois atletas, aí eu fui até a Fundesporte e eles acabaram pagando no fim de agosto. Agora eu tenho cinco atletas que esperam receber até setembro, mas pelo que a gente sabe está suspenso”, afirma Nunes.

Para quem depende dos valores, que no caso do boxe foram de R$ 950 a R$ 4 mil, o atraso significa dor de cabeça e dificuldades para competir. “Nosso esporte é amador, não temos patrocínio e dependemos desse apoio da prefeitura, os atletas estão na expectativa de receber esse dinheiro”, completa o presidente que revela ainda o atraso de um projeto no valor de R$ 10 mil que havia sido aprovado pela Funesp, mas que agora está suspenso.

A entidade responsável pela coordenação do projeto admite a suspensão do pagamento do fundo aos atletas. O presidente da Funesp, José Amâncio da Mota, explica que o FAE entrou no pacote de corte de gastos comandado pelo prefeito Gilmar Olarte (PP).

“O FAE tem quatro cotas, só pagamos a primeira e as três outras estão suspensas em razão da contenção de gastos da prefeitura. Isso não quer dizer que eles não vão receber, eu tive uma reunião com o prefeito e ele disse que espera colocar o caixa em ordem para liberar. Esperamos que em outubro os R$ 300 mil sejam liberados”, garante o chefe da Funesp.

Crise - A decisão do prefeito de suspender os eventos culturais e repasses ao esporte vai de encontro ao projeto de economizar, até o final do ano, R$ 100 milhões para fechar as contas no azul. O plano incluiu demitir comissionados e poupar gastos em todas as repartições públicas.

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