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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

10/08/2012 18:23

Com respeito e sem confusão, lutadores passam por pesagem

Gabriel Neris

Combates estão marcados para este sábado no Rádio Clube, em Campo Grande, a partir das 19h

O clima esquentou na apresentação de Mauricio Alonso e Vagner Curió no Pátio Central (Foto: Rodrigo Pazinato)O clima esquentou na apresentação de Mauricio Alonso e Vagner Curió no Pátio Central (Foto: Rodrigo Pazinato)

Quem foi ao Pátio Central Shopping, em Campo Grande, na tarde desta sexta-feira (10), teve que ter paciência. A pesagem dos lutadores que vão participar da 21ª edição do Predador FC (Fight Championship) demorou 1h30 para começar.

Os combates estão marcados para acontecer amanhã no Rádio Clube Campo, a partir das 19h.

A demora também fez com que alguns dos lutadores ganhassem tempo para perder peso. A prática é comum e os atletas chegam a perder de três a cinco quilos horas antes de encarar a balança. Quem estava confiante para subir na balança e não precisava perder peso teve que aguardar com o público.

O único lutador que não bateu o peso foi Rangel Farias, da equipe Octagon Fight, de São Paulo, na categoria até 84 kg. O presidente do Predador FC, Alex Renner, explica que o atleta será penalizado. Seu adversário, o sul-mato-grossense Glauber Valadares, ganha o direito de escolher se sobe ao octógono amanhã.

“Ele não bateu o peso. Nós temos uma regra, se passar 500 gramas a gente tolera. O atleta perde 20% da bolsa, mas fora isso o card está completo”, avisa Renner.

Alguns lutadores classificam o momento de subir na balança e ser reprovado como “irresponsabilidade”. Valadares não deu bola e usa a punição do adversário como estímulo para vencer amanhã.

“Infelizmente meu adversário não bateu o peso. Toda a preparação foi tensa, treinei de três a quatro vezes por dia. Estou acostumado a lutar, não vou perder essa sede”, diz Valadares. Ele conta que para atingir o peso foi necessário apelar para a sauna hoje pela manhã.

O clima na balança esquentou após Maurício Alonso, da Strikers House/Fairtex, e Vagner Curió, do Macaco GT, se pesarem. A troca de olhares fixos e encaradas fez com que presidente do Predador FC apresasse a apresentação.

Alonso apresentou o cinturão do Predador FC, na categoria 83 kg, que estará em jogo. Depois dos aplausos do público, os lutadores deixaram a cara de bravos para trás, sorriram, se elogiaram e trocaram cumprimentos.

Felipe Sertanejo está em Campo Grande para prestigiar a 21ª edição do Predador FC (Foto: Rodrigo Pazinato)Felipe Sertanejo está em Campo Grande para prestigiar a 21ª edição do Predador FC (Foto: Rodrigo Pazinato)

Sertanejo – Felipe “Sertanejo” Arantes, de 24 anos, é paulista. Porém, foi como se estivesse em casa ao prestigiar a pesagem dos lutadores. O lutador do UFC (Ultimate Fight Championship) foi assediado por fãs e apreciadores do MMA.

Esta é a primeira vez que o lutador vem a Campo Grande. “Ainda não tive tempo de fazer nada aqui. Estou começando a me acostumar com o assédio, é diferente, mas também é a sensação do dever cumprido”, comenta.

A presença de Sertanejo e também do campeão mundial Júnior Cigano, que desembarca amanhã em Campo Grande, serve para tentar mostrar ao público que não se trata de um esporte violento.

“As lutas agora estão passando em rede de televisão aberta. O público precisa conhecer o lutador, temos família. Mas é óbvio que tem muita gente achando que é um esporte agressivo”, diz.

O atleta revela que as tradicionais encaradas e confusões provocadas na pesagem fazem parte do espetáculo. “A maioria se conhece, depois da luta todo mundo se respeita”.

Felipe conta que está em ritmo de férias. Segundo o lutador, o próximo compromisso deve ser no mês de novembro pelo UFC, no Canadá. Antes de se despedir, Felipe deixa o recado para quem quer seguir a carreira em cima do octógono.

“Tem que ter foco na luta, no esporte. Não pode ter baladas, festas, essas coisas que os jovens estão acostumados”, complementa.



Hélio Gracie foi um grande mestre um homem valente sem dúvidas, mas sem fanatismo cara ele era valentão na juventude, brigou MUITO na rua, o negócio dele era provar que ele era o melhor e que o Jiu Jitsu era superior, não era nenhum pacifista.
 
Roberto Inzagaki em 13/08/2012 09:44:13
Pelo que os lutadores-esportistas de MMA brasileiros mostram no cenário mundial, eles mereciam mais! Devia ter publicidade gratuita por parte das próprias prefeituras e governantes de seus estados ! O grande mito "Hélio Gracie" merece uma estátua e ser reconhecido como patrimônio nacional, sempre pregou "luta no ringue, briga na rua não!". Os nossos são mais valorizados lá fora que em seu País !
 
Alexandre de Souza em 11/08/2012 08:18:54
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