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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

25/02/2018 11:54

Comercial escala meninas como gandula, após pancadaria em clássico

Colorado enfrenta o União ABC no estádio Morenão. Jogador espancado foi promovido para o elenco principal

Gabriel Neris e Bruna Kaspary
Gandulas foram escaladas para trabalhar no jogo do Comercial após confusão de semana passada (Foto: André Bittar)Gandulas foram escaladas para trabalhar no jogo do Comercial após confusão de semana passada (Foto: André Bittar)

Depois da confusão envolvendo gandulas e jogadores do Operário, na semana passada, o Comercial decidiu escalar mulheres para trabalharem na reposição de bola para a partida contra o União ABC na manhã deste domingo (25). A partida acontece no estádio Morenão, em Campo Grande.

As contratadas para a função são jogadoras do time feminino. Na semana passada, o gandula Tadeu Francisco Kutter Júnior foi agredido pelo massagista Raul Prazeres dos Santos Neto e espancado pelo ex-atacante do Operário Jeferson Reis. O árbitro Paulo Henrique Salmázio ainda relatou na súmula da partida que Rodrigo Grahl, também atacante, do Galo, agrediu outro gandula, Éwerton Silva de Oliveira, com um chute.

A confusão foi parar na delegacia e deve terminar no TJD (Tribunal de Justiça Desportiva). A expectativa é que os envolvidos sejam julgados nesta semana.

A violência no futebol ainda era assunto debatido nas arquibancadas do Morenão. O personal trainer, Alex Sandro de Castro, de 31 anos, assistia ao Comerário e por um momento acreditava que as agressões iriam terminar envolvendo as torcidas rivais. “O mau exemplo veio dentro de campo”, diz.

Alex Sandro de Castro lamenta ocorrido no campo e diz que torcida viu mau exemplo (Foto: André Bittar)Alex Sandro de Castro lamenta ocorrido no campo e diz que torcida viu mau exemplo (Foto: André Bittar)

Ele acredita que os casos de violência em Mato Grosso do Sul não são ainda maiores porque o futebol não tem expressão, diminuindo o fanatismo dos torcedores. “No primeiro Comerário as duas torcidas saíram daqui e foram beber juntas”, conta.

O engenheiro civil Paulo Barbosa, de 48 anos, aproveitou a manhã de domingo para levar o filho de 11 anos ao Morenão. Ele afirma que sempre vai ao estádio, mas não vê confusão entre as torcidas. “Tem aquela provocação sadia, mas confusão como tem por aí não tem”, comparando a grandes centros.

Promovido – Tadeu Francisco Kutter Júnior, que também é goleiro do time sub-19, foi promovido para o time profissional do clube e não deve mais trabalhar como gandula.

De acordo com a direção do Colorado, antes mesmo da confusão a documentação do jogador já estava na FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul). Desta maneira, Tadeu se torna o quarto goleiro do elenco que está disputando o Campeonato Estadual.



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