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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

07/04/2011 16:39

Competição de vôlei GLS em Campo Grande ajuda a diminuir preconceito

Jorge Almoas e Viviane Oliveira
Jogadores defendem que competição aproxima quem não é gay e reduz intolerância (Foto: João Garrigó)Jogadores defendem que competição aproxima quem não é gay e reduz intolerância (Foto: João Garrigó)

Os atletas que estão em Campo Grande para participar do 1º Meeting MS 2011 de Voleibol LGBT, competição voltada ao público gay, acreditam que a competição, além de promover o esporte, é uma forma de diminuir preconceitos e criar um vínculo de igualdade.

Esbanjando simpatia, o personal trainer Murilo de Abreu, de 31 anos, joga pela equipe Gallaxy AABB, de Cuiabá (MT), e acredita que a exposição a que as equipes se propõem é uma maneira de combater a homofobia.

“Toda luta tem resistência. Estamos aqui para promover a igualdade. Acredito que a homofobia não vá acabar um dia, mas as pessoas estão ficando mais tolerantes”, destaca o atleta.

Capitão da equipe Gallaxy AABB, o professor de educação física Cleibe de Oliveira, de 31 anos. “A gente precisa ter coragem de dar a cara a tapa”, resume Cleibe. O professor tem um filho de 13 anos, que mora em São Paulo, e não sabe sobre a orientação sexual do pai.

Enquanto na sociedade, os gays se refugiam em guetos, com gírias próprias e maneiras de identificação, no Meeting de Vôlei, são os heterossexuais que estarão diferenciados, utilizando uma pulseirinha.

Cada equipe de vôlei pode ter dois héteros, sendo que um joga e outro permanece no banco. Fabrício Nunes Martins, de 20 anos, é heterossexual e joga pela equipe Cebrac/Cuiabá Vôlei.

Fabrício diz se sai bem com as brincadeirinhas por jogar em time gay (Foto: João Garrigó)Fabrício diz se sai bem com as brincadeirinhas por jogar em time gay (Foto: João Garrigó)

Ele conta que atua em equipes LGBT e hétero, e que as brincadeiras são comuns. “Tem amigos que dizem que vou passar pro outro lado. Mas minha namorada conhece o time e não vê problemas. O difícil é que as pessoas são caretas, mas a opinião alheia não importa”, destaca Fabrício, que há sete anos joga em equipes de vôlei LGBT.

Armário – O cabeleireiro André dos Anjos, de 26 anos, é morador de Londrina é joga pelo time Lindas Garotas How. Ele conta que a família sabe de sua orientação sexual, mas alguns parentes de amigos não têm conhecimento.

“Não posso chegar na casa dele e cumprimentar do nosso jeito. Não posso falar ‘E aí bicha, vamos sair?’”, brinca André.

Um amigo de André, funcionário público de 29 anos, que preferiu não se identificar, não contou a ninguém sobre sua orientação sexual. “Só vim jogar porque é em Campo Grande. Em Londrina, ninguém pode saber”, disse.

“Antes de qualquer coisa, esses rapazes são atletas de alto nível. Esses jogos funcionam como uma manifestação social contra a violência homofóbica”, comentou Ramon Brizuena, da Fundesporte (Fundação para o Desporto e Lazer), que organiza o evento.

Programação – O 1º Meeting MS de Vôlei LGBT começa nesta quinta-feira com jogo entre as equipes PEC/Estrelas, de Primavera do Leste (MT) e AVQ – Campo Grande, a partir das 19h30, no estádio Moreninho, na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Após a partida, haverá apresentação de drag queen, go go-boy e da personagem Salet Copacabana.

Na sexta-feira, serão dois jogos pela manhã, a partir das 9 horas, e outros três, a partir das 16 horas. No sábado, três partidas acontecem a partir das 14 horas e dois à noite. A final e disputa do terceiro lugar acontecem no domingo, a partir das 9 horas.

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Eu acho que tem tanta coisa mais importante, pra se procupar, se o cara gosta de homem e mulher gosta de mulher problema deles né....eu por exemplo não sou lésbica, mas não tenho nada contra quem é....cada um na sua
 
Rosangela Carvalho em 08/04/2011 09:50:42
"Enquanto na sociedade, os gays se refugiam em guetos, com gírias próprias e maneiras de identificação, no Meeting de Vôlei, são os heterossexuais que estarão diferenciados, utilizando uma pulseirinha."

Sou homossexual e me sinto envergonhado com isso...isso é preconceito, pulserinha, eu nao gostaria de ir num local e falarem para eu usar uma pulseirinha por ser homossexual.

 
Fabiano Diniz em 08/04/2011 09:34:21
O evento está de parabéns exceto por algumas informações....

Esquisito, sou homossexual e nao conheço nenhuma giria propria, nao frequento e nunca frequentei guetos, nao vejo nenhuma necessidade, de gogo boys no final, até mesmo porque em nenhuma partida sério de voley ou futebol, tem alguma apresentaçao desse tipo no final.
Acho que isso so vem estereotipar ainda mais os homossexuais, como se tudo fosse terminar em purpurina e todos fossem assim.
Nao é.
Pensei que iria achar interessante ir ao jogo, mas pelo visto, nao será pra mim, apesar de tb ser homossexual.
 
Fabiano Diniz em 08/04/2011 09:31:39
Achei legal...Tomara que 50% pelo menos das pessoas parem com essa de ser preconceituosos, pois todos somos iguais não importa sua opção sexual,raça..etc..
Tem que sempre ter amor ao proximo por que voce não sabe do dia de amanhã, se ira precisar dela.
 
jucilene de souza em 08/04/2011 01:34:11
Grande evento,tenho um amigo que está participando um abraço Denilson, estamos esperando sua medalha.
 
marcos tolentino em 07/04/2011 11:25:43
Pq sempre que tem evento gay, e eles falam que é para conter a homofobia, tem que ter show de drag, go go etc?? Que igualdade é essa, aonde tudo acaba bagunça?
VOlei de campeões quando acaba tem medalhas.
 
Pedro Santiago em 07/04/2011 09:30:25
muito boa esta iniciativa.
 
luiz jorge de magalhaes em 07/04/2011 08:39:21
Amei o evento e a agenda, muito bom, assim a população poderá ver que ser homossexual não é crime nem doença!!
 
Gisele Martins em 07/04/2011 06:46:06
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