Da periferia da Capital ao Mundial na China: o sonho de uma campeã de 16 anos
Atleta de box chinês escolhida para representar o Brasil precisa de ajuda para chegar à competição

Aos 16 anos, a campo-grandense Isabela Figueira Pereira já carrega no currículo um feito que muitos atletas levam uma vida inteira para conquistar: ela é campeã brasileira de Box Chinês e foi selecionada para representar o Brasil no Campeonato Mundial Juniors, que acontece em março, na China.
RESUMO
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Isabela Figueira Pereira, campo-grandense de 16 anos, conquistou o título de campeã brasileira de Box Chinês e foi selecionada para representar o Brasil no Campeonato Mundial Juniors, na China, em março. A jovem atleta, que treina na academia Garras de Tigre, concilia estudos e treinamentos intensos. A família enfrenta dificuldades financeiras para custear a viagem internacional. Para ajudar nos custos, os pais mudaram-se para uma casa mais simples no bairro Indubrasil e alugaram o imóvel onde moravam. A participação no Mundial representa não apenas uma competição, mas uma oportunidade de mostrar o esporte como caminho de transformação.
O sonho, porém, esbarra em um obstáculo comum a muitos talentos do esporte brasileiro: a falta de recursos para chegar até lá.
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Filha mais velha de três irmãos, a adolescente construiu sua trajetória com disciplina, foco e escolhas difíceis. Enquanto muitos jovens da mesma idade dividem o tempo entre festas e relacionamentos, ela optou pelos estudos e pela rotina intensa de treinos, mantendo o rendimento escolar e esportivo.
A dedicação rendeu frutos. Sozinha, Isabela conquistou bolsa de estudos em uma escola particular da Capital e, nos ringues, passou a colecionar títulos até alcançar o mais recente: o de campeã brasileira, que abriu as portas para o cenário internacional.
Hoje, a família vive uma verdadeira mobilização para tornar possível a viagem à China. Para ajudar nos custos, os pais tomaram decisões duras, como mudar-se para uma casa mais simples no bairro Indubrasil e alugar o imóvel onde moravam, no Monte Castelo, bairro que sempre foi referência afetiva da família.
“Estamos fazendo o que está ao nosso alcance. Ela merece essa chance”, resume a mãe, Rosângela Figueira, que busca apoio para custear passagem aérea, hospedagem, alimentação, seguro saúde e vestuário de competição.
A jovem atleta treina na academia Garras de Tigre, em Campo Grande — nome que traduz bem o espírito da garota: garra, disciplina e determinação. Para a família, mais do que disputar medalhas, a participação no Mundial representa a chance de mostrar que o esporte pode ser caminho de transformação.
“Ela pode ser inspiração para outras adolescentes. Trocou as saidinhas e namoros pelo estudo e pelo esporte”, afirma a mãe.
Agora, o desafio é fazer essa história chegar mais longe — para que o talento sul-mato-grossense consiga atravessar o oceano e levar o nome de Campo Grande e do Brasil até o outro lado do mundo.
Quem puder ajudar ou obter mais informações pode entrar em contato pelo telefone/WhatsApp: (67) 9 8478-4073.


