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Esportes

De MS, nova auxiliar da Seleção Sub-17 tem como missão revelar talentos

Nascida em Naviraí, Enir Ranzani iniciou no futsal aos 11 anos e com 22 migrou para o futebol de campo

Por Nyelder Rodrigues | 06/03/2021 13:05
Enir Ranzani e Simone Jatobá, da esquerda para a direita, conversando antes do jogo-treino, em Pinheiral-RJ (Foto: Thais Magalhães/CBF)
Enir Ranzani e Simone Jatobá, da esquerda para a direita, conversando antes do jogo-treino, em Pinheiral-RJ (Foto: Thais Magalhães/CBF)

Olhar clínico para selecionar as melhores e dar sugestões para a treinadora. Olhar clínico para compreender como cada uma das atletas pode render mais e apontar isso para a comandante do grupo. Olhar aguçado para entender como a equipe pode anular os pontos mais fortes e atacar os pontos fracos dos adversários.

Essa é a nova missão de Enir Ranzani, sul-mato-grossense que compõe a comissão técnica da Seleção Brasileira Sub-17 feminina de futebol. Ela assumiu o cargo no início de ano e desde então trabalha com a formação de novos valores.

"Eu recebi o convite no início do ano, partindo da Simone [Jatobá, treinadora do Sub-17]. Ela comentou que estava precisando de uma auxiliar-técnica e que ela confiava no meu trabalho. Fiquei muito feliz porque servir a Seleção Brasileira é uma honra, ainda mais no futebol feminino, que pratico desde os 11 anos", comenta Enir.

Hoje com 55 anos, a profissional nasceu em Naviraí - cidade do sul do Estado localizada a 366 km de Campo Grande - e lá mesmo iniciou no esporte em competições de futsal. A experiência nos gramados veio mais tarde, aos 22 anos de idade.

Em sua carreira como atleta, jogou em clubes como o Internacional, Coritiba, Athletico e Paraná. Em 1995, foi titular do Saad, um dos primeiros clubes brasileiros a abrir as portas para o futebol feminino - o time do ABC paulista depois ainda migrou para Campo Grande, onde conquistou a primeira edição da Copa do Brasil feminina.

Enir pendurou as chuteiras com 36 anos e desde então passou a trabalhar fora das quatro linhas. Formada em Educação Física, ela focou seu trabalho em pré-adolescentes, aliando a bagagem adquirida como jogadora e a área da educação, algo importante para Simone Jatobá pensar em Enir para dividir a comissão técnica do Brasil.

"Pretendo realizar um trabalho que atenda as expectativas da Simone Jatobá, da CBF e da Seleção para que possamos evoluir cada vez mais essa modalidade", declarou Enir, completando ainda sentir-se gratificada de poder trabalhar com Jatobá.

Enir - centralizada - conversando com a colegas de comissão técnica (Foto: Thais Magalhães/CBF)
Enir - centralizada - conversando com a colegas de comissão técnica (Foto: Thais Magalhães/CBF)
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