A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

31/07/2012 18:22

Derrota e saída de campo frustram família de zagueira sul-mato-grossense

Gabriel Neris

Bruna Benites foi substituída no intervalo da partida depois de cometer falta e receber o cartão amarelo.

Com a camisa da filha, dona Paulina assiste derrota do Brasil em casa (Foto: Gabriel Neris)Com a camisa da filha, dona Paulina assiste derrota do Brasil em casa (Foto: Gabriel Neris)

A jogadora sul-mato-grossense Bruna Benites, de 26 anos, entrou em campo na tarde de hoje (31) pela terceira rodada do torneio de futebol feminino dos Jogos Olímpicos de Londres. Na casa dela, em Campo Grande, amigos e familiares penduraram os balões, levantaram a bandeira brasileira e acompanharam em frente à televisão a derrota para a Grã-Bretanha por 1 a 0.

O único gol da partida aconteceu com um minuto de jogo com Stephanie Houghton. O gol relâmpago irritou a equipe brasileira, que se perdeu dentro de campo, e quem acompanha na casa de Bruna Benites, na Vila Alba.

Em Londres, 70.584 torcedores acompanharam a partida no estádio de Wembley. Em Campo Grande, eram oito pessoas rezando para a equipe que já estava classificada para as quartas-de-final da competição.

A bola na trave da Grã-Bretanha aos 25 minutos de jogo deixou o grito de gol preso na garganta. A mãe de Bruna, dona Paulina Benites, 56, decidiu então apostar na sorte. Trocou o uniforme azul da seleção brasileira por outra amarela autografada por todas as jogadoras da seleção. Um presente da filha antes de embarcar para Londres.

Aos 31 minutos, Bruna comete falta em jogada de contra-ataque e recebe cartão amarelo. O técnico Jorge Barcellos opta então tirar a zagueira no intervalo para preservar a jogadora.

Nos mais de 10 minutos de intervalo, dona Paulina se acalma e conversa. A mãe coruja revela que Bruna liga todos os dias para contar como foi o dia na Inglaterra.

“Hoje a noite ela vai me ligar. Ela me conta que lá é um país bonito, conta como foi o treino dela. Eu digo pra ela se sentir segura. Eu pedi pra ela trazer a medalha, e confio que seja de ouro”, diz a mãe.

Dona Paulina comenta que a filha já brincava com a bola desde os oito anos de idade, ainda em Cuiabá, onde nasceu Bruna. “Ela jogava descalça, de calção, arrancava a tampa do dedão. Mas eu sempre deixei jogar. Ela sempre quis bola, nunca brincava de boneca”, complementa.

Amigos e familiares acompanharam o jogo na casa de BrunaAmigos e familiares acompanharam o jogo na casa de Bruna

Na torcida - Amiga de Bruna desde a época que ela mudou para Campo Grande, Larissa Trelha, 27, também acompanha as partidas nas Olimpíadas com a família da zagueira. As duas atuaram juntas nos times da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), Funlec e Comercial.

As redes sociais são o caminho para manter a conversa em dia com a amiga. “A gente conversa pelo facebook, twitter”, conta.

Com o Brasil perdendo em Wembley, Larissa reclama do técnico Jorge Barcellos. “Ele mudou o esquema, o time não está bem”, reclama.

E o resultado que já era negativo, quase ficou pior na segunda etapa. Aluko invadiu a área e foi derrubada por Francielle. Smith cobrou mal o pênalti e parou nas mãos da goleira Andréia.

Com a derrota, o Brasil encerra a primeira fase na segunda colocação E, atrás apenas da Grã-Bretanha. Nas quartas-de-final, a seleção brasileira enfrentará o Japão, atual campeão mundial.

A partida será na próxima sexta-feira, ao meio-dia (horário de MS), em Cardiff, País de Gales. Se avançar para a semifinal, o Brasil viaja para Manchester e retorna a Wembley somente na decisão, marcada para o dia 9 de agosto.



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions