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Campo Grande, Domingo, 24 de Junho de 2018

31/01/2018 17:10

Morenão tem dia com dois jogos, mas clima é de uma tarde comum

Comercial entrou em campo pelo Estadual e o Novo estreia à noite na Copa do Brasil

Gabriel Neris e Kleber Clajus
Torcedor tenta acompanhar a partida pelas grades do estádio Morenão (Foto: Kleber Clajus)Torcedor tenta acompanhar a partida pelas grades do estádio Morenão (Foto: Kleber Clajus)

O estádio Morenão recebe nesta quarta-feira (31), às 20h30, a partida entre Novo e Salgueiro (PE) pela Copa do Brasil. Apesar do apelo nacional, a movimentação em torno do estádio horas antes da bola rolar é como um dia qualquer. O estádio permanece com os portões fechados diante da falta de laudos e segue recomendação do MPE (Ministério Público Estadual) em não receber os torcedores.

Não há ambulantes para espetinhos, bandeiras ou qualquer outro produto. A única movimentação foi dentro do próprio estádio com a bola rolando pelo Campeonato Estadual entre Comercial e Costa Rica.

Vitor Fernandes, 54 anos, trabalha com serviços gerais no próprio estádio. Ele diz que torce para o Operário e que a situação de fechamento dos portões reflete que "o futebol foi faz tempo". Tentando acompanhar a partida durante o intervalo do trabalho, Fernandes conta que se limitava a voz dos jogadores e ao apito do juiz.

Do lado de fora do estádio, pouco se vê da partida (Foto: Kleber Clajus)Do lado de fora do estádio, pouco se vê da partida (Foto: Kleber Clajus)

Pai e filho decidiram assistir a partida entre os vãos do estádio. O pai, Fernando Torres, 59 anos, conta que torce há 47 anos para o Comercial e reclama da atual situação do futebol local. "Na verdade são vários culpados por não entrar no estádio. A Federação de Futebol poderia cobrar planejamento, os próprios clubes", reclamou.

Torres, que é policial aposentado, ressaltou que o MPE fechou os portões do estádio, mas mantém as atividades da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) embaixo da marquise. "Deveriam interditar o estádio inteiro".

O filho dele, Paulo Torres, 32 anos, questionou o motivo dos clubes demorarem praticamente um ano para apresentar os laudos. "De repente no início do campeonato acontece uma intervenção". Tentando assistir a partida do lado de fora do estádio, o rapaz espera que o local esteja liberado para o próximo domingo, quando está previsto para acontecer o clássico entre Comercial e Operário.



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