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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

23/03/2013 09:10

Quando a vida de jogador é a mais ingrata das profissões

Gabriel Neris
Jogadores do Corumbaense em campo durante partida contra o Itaporã no Morenão (Foto: Arquivo/Luciano Muta)Jogadores do Corumbaense em campo durante partida contra o Itaporã no Morenão (Foto: Arquivo/Luciano Muta)

Termina nesse domingo (24) a primeira fase do Campeonato Estadual de futebol. Seis times estão garantidos nas quartas-de-final, enquanto outros cinco brigam por duas vagas. Para Corumbaense e Serc de Chapadão será a melancólica despedida da primeira divisão.

O rebaixamento é fruto de pouco investimento público e privado. A folha salarial da Serc, por exemplo, girou em torno de R$ 35 mil ao mês. “A grande ajuda ainda veio da Prefeitura”, argumenta o presidente do clube, João Félix.

Com poucos recursos, as contratações também tiveram que ser modestas. Conforme Félix, o salário dos 26 jogadores que compõem o elenco foi fixado entre R$ 750,00 e R$ 1,3 mil. Os valores desmentem os altos salários, comparados com grandes clubes do eixo Rio-São Paulo. Se compararmos com outras profissões, os jogadores da Serc recebem o equivalente a média de salário de um servente, por exemplo, que fatura entre R$ 720 e R$ 952, de acordo com a Funsat (Fundação Social do Trabalho).

O presidente da Serc aponta que o início do Estadual ainda no mês de janeiro prejudicou as equipes financeiramente. “No ano passado o convênio foi aprovado em janeiro. O grande problema foi à transição política. Este ano o convênio foi aprovado no dia 25 de fevereiro”, explica Félix.

Com estes tímidos números, a campanha da Serc foi pífia. Em 11 jogos foram sete derrotas, dois empates e duas vitórias. Os resultados positivos foram conquistados sobre o Maracaju, por 2 a 1 no dia 27 de janeiro, e no último domingo em cima do time reserva do Cene, por 4 a 1.

Bicampeão sul-mato-grossense (1995 e 2003), a Serc se despede amanhã, às 15h, contra o Misto no estádio Madrugadão, em Três Lagoas.

No Corumbaense a situação é semelhante. De acordo com o presidente Antônio Ricco, a Prefeitura investiu exatos R$ 200 mil para o Estadual deste ano. A expectativa em elevar o nível do futebol com transmissão pela televisão e patrocínio de multinacional levando o nome na competição não surtiu efeito. “A situação não alterou nada. A situação financeira é crítica, somos a equipe que menos teve condição”, avalia.

O salário dos 25 jogadores que iniciaram o campeonato foi de um salário mínimo, ou seja, R$ 678 por mês, o equivalente ao que ganha uma manicure. O clube terminará o Estadual com 18 atletas no elenco recebendo os mesmos R$ 678.

O valor é superado por profissões, como de atendente de lanchonete, que recebe em média R$ 720, e até de auxiliar de costura, que fatura em média R$ 690. Os números da Funsat também colocam a profissão de pedreiro com ensino fundamental bem a frente do salário de jogador. A média salarial varia de R$ 890 a R$ 1,1 mil.

João Félix diz que início do Estadual em janeiro prejudicou as equipes (Foto: Gabriel Neris/MS Esporte Clube)João Félix diz que início do Estadual em janeiro prejudicou as equipes (Foto: Gabriel Neris/MS Esporte Clube)

“O posicionamento deles (jogadores) foi até profissional, não houve reclamação. Quando traz jogadores gasta, quando manda embora gasta também. Se tivesse condição financeira tinha mantido o time na primeira divisão”, avalia Ricco.

Para o presidente do Corumbaense, o time não teria nem entrado em campo não fosse a ajuda do prefeito Paulo Duarte (PT). “O Paulo Duarte ajudou o Corumbaense. Foram R$ 200 mil, mas era o que poderia arrumar para nós”, defende.

O Corumbaense, campeão Estadual em 1984, termina a participação na primeira divisão amanhã contra o Águia Negra no estádio Ninho da Águia, em Rio Brilhante, às 15h. “Os jogadores estão condizentes com a situação, conversamos e eles vão para não entregar o jogo”, completa o presidente.

Em 11 jogos o Carijó perdeu sete, empatou três e venceu apenas uma partida no Estadual. A única vitória foi sobre o Sete de Dourados por 2 a 1 sobre o Sete de Dourados no dia 16 de fevereiro.

A última rodada do Estadual ainda terá os seguintes confrontos: Novoperário x Comercial, em Campo Grande, Maracaju x Aquidauanense, em Maracaju, Urso x Naviraiense, em Mundo Novo, e Itaporã x Ivinhema, em Itaporã.



PURA BALELA!!! O SALÁRIO MINÍMO É SÓ PRA CONSTAR NA CARTEIRA DE TRABALHO E PAGAR MENOS IMPOSTOS, TODO MUNDO SABE DISSO...A MÉDIA SALÁRIAL DE JOGADOR PROFISSIONAL NO MS É DE....2 A 5 MIL.....LIVRE DE IMPOSTOS!!!
 
camilo salles em 23/03/2013 23:08:19
e o que eles fazem de melhor que um servente, pedreiro ou uma atendente de lanchonete para querer ganhar mais ??? Jogador de futebol querer ganhar mais que professor, médico e outras profissões é que é um absurdo !
 
Wilson Osmar de Faria Lima em 23/03/2013 17:19:09
Eu concordo (novidade né?).. mas não é APENAS O FUTEBOL DE MATO GROSSO DO SUL QUE PAGA ESSE SALÁRIO! TIRE OS JOGADORES DO EIXO RIO-SÃO PAULO E AGORA MINAS E O sUL.. e verá também a folha de pagamento dos clubes.. e assim mesmo, no eixo Rio-=São Paulo, apenas os chamados GRANDES pagam ÓOOOOOOOOOOTIMOS SALÁRIOS AOS JOGADORES;;... quando aos demais, Para QUEM NÃO SABE E NEM PROCURA SABER.. o salário é igual ao de Mato Grosso do Sul.. por exemplo HOJE, ISSO MESMO HOJE DIA ... 23 de março o VASCO E O PALMEIRAS têm problemas de folha de pagamento atrasadas e nos dois clubes, os elencos já anunciaram disposição em não jogar mais. É O QUE EU FALO. TEM QUE INFORMAR DE FORMA CORRETA.. FALAR SOBRE OS DEMAIS TAMBÉM!!!! AQUI NÃO É O PATINHO FEIO!!! TEM OS OUTROS ESTADOS.
 
Gilson Giordano em 23/03/2013 13:34:06
Muito triste ler uma reportagem dessas, mas é a realidade do nosso futebol!
VERGONHA
 
Anderson Silva em 23/03/2013 09:41:40
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