Sargento vence "Corra por Elas" em 16 minutos e dedica corrida à esposa
Além da classificação geral, evento premiará os cinco primeiros colocados nas categorias masculina e feminina

Em apenas 16 minutos, o sargento do Exército Wendel Nunes, de 39 anos, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar na Corrida "Corra por Elas", realizada na manhã deste domingo (2), no Centro de Campo Grande. Além da vitória nos 5 quilômetros, ele afirma que participou pela causa da prova, que abriu oficialmente a programação do Agosto Lilás.
RESUMO
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Organizada pelo 1º Batalhão da Polícia Militar, a corrida reuniu atletas e moradores em uma prova de 5 quilômetros e uma caminhada de 3 quilômetros, ambas voltadas à conscientização pelo fim da violência contra a mulher.
Militar há quase 20 anos, Wendel pratica atletismo desde 2023 e conta que a corrida passou a fazer parte da rotina para além da exigência física da profissão.
"Eu sou praticante da corrida e é uma causa justa correr pelas mulheres e pela minha esposa que está me acompanhando."
Segundo ele, a atividade traz benefícios que vão além do desempenho. "Desde 2023 sou voltado para o atletismo. A gente é cobrado pelo exercício, além do benefício pela saúde."
Campeã fala sobre recomeço
Entre as mulheres, a vencedora foi a vendedora Andreia Rocha, também de 39 anos. Ela completou os 5 quilômetros em 18 minutos e 50 segundos, mas diz que a principal conquista aconteceu antes mesmo de subir ao pódio.
Há oito anos na corrida, Andreia conta que começou pensando na saúde e na estética. Com o tempo, encontrou no esporte uma forma de enfrentar um período difícil da vida.
"A corrida me ajudou principalmente no mental. A corrida me devolveu a vida, você esquece todos os seus problemas."
Ela relembra que, durante a pandemia, precisou lidar com a perda de amigos e buscou ajuda em uma assessoria de corrida.
"Três anos depois, na época da pandemia, foi onde eu baquiei, procurei uma assessoria de corrida, e é uma corrida que me devolveu a vida. Eu tive muita perca de amigos, isso baqueia. A partir dali não parei mais."
A disciplina também faz parte da rotina. Os treinos começam às 5 horas da manhã, de segunda a sexta-feira. Aos fins de semana ela continua correndo e, à noite, complementa a preparação na academia.
Além da evolução nas pistas, Andreia comemora outra mudança. "Eu sempre tive problema com a balança. De 1 ano para cá perdi 12 kg. Corrida é vida. É terapia."
Além de Wendel, outro atleta que destacou a proposta da prova foi o encarregado de frota Claudemir Gomes, de 46 anos, segundo colocado na classificação geral masculina.
Praticante de corrida há 10 anos, ele afirma que decidiu participar principalmente pelo significado da competição. "Vim por causa do tema da corrida, é um tema que precisa valorizar e também colocar em prática."
Para Claudemir, a corrida também representa um exercício diário de disciplina. "É sempre uma superação, ter disciplina, senão não atinge o objetivo. O legado é alcançar a disciplina."
Para ele o esporte trouxe mudanças além do condicionamento físico. "O tema exige que você respeite e tenha obediência. A atividade me ajudou a acalmar e a ter mais obediência."
Enquanto atletas disputavam posições ao longo do percurso, policiais do Batalhão de Choque acompanharam parte da prova entoando gritos de guerra que faziam referência à Polícia Militar e ao combate à violência contra a mulher.
Além da classificação geral, a "Corra por Elas" premiará os cinco primeiros colocados no masculino e no feminino, além das categorias por faixa etária e da disputa exclusiva para policiais militares.
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