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03/08/2013 08:32

Times de "glamour" voltam na inexpressiva segunda divisão de MS

Helton Verão
Operário e Ubiratan irão disputar a Série B. Já o Corumbaense, foi rebaixado este ano na Série A e jogará a segunda divisão no seu centenário, em 2014 (Arte: Helton Verão)Operário e Ubiratan irão disputar a Série B. Já o Corumbaense, foi rebaixado este ano na Série A e jogará a segunda divisão no seu centenário, em 2014 (Arte: Helton Verão)

Os tempos são outros, os clubes de maiores torcidas e mais tradicionais da Capital, de Dourados e de Corumbá, não estão na elite do humilde futebol de Mato Grosso do Sul. Operário e Ubiratan, que estavam inativos, vão retornar ao futebol profissional neste mês com o início da inexpressiva Série B. Já o Corumbaense foi rebaixado este ano e deverá disputar segunda divisão no ano que vem, nada mais, nada menos, o ano do seu centenário.

Fato é que a falta desses clubes ao menos na série A do Estadual faz a competição perder um pouco do seu “glamour”. Dirigentes, treinadores e torcedores listam uma série de problemas, que vão desde a falta de categoria de base, de incentivo, de atenção e de transparência dos dirigentes. Agora, os três vão buscar a reconstrução na segundona. 

“O momento é de resgate do futebol. A volta destes clubes vai depender dos dirigentes, tem que trabalhar também muito a parte do apoio, para todos subirem de volta e assim voltar o 'glamour' que o futebol de Mato Grosso do Sul já teve”, comenta o presidente social do Ubiratan, Joaquim Soares.

De acordo com Soares, para essa reconstrução acontecer é necessário a existência das categorias de base, mas, acima de tudo, apoio de parceiros. “Não temos visto nenhuma ação dos governantes em prol do esporte amador, das categorias de base. Não basta só juntar a garotada e treinar, precisamos de projetos que incentivem manter eles treinando e estudando”, ressalta Soares.

Ubiratan nos tempos que ainda lotava o estádio DouradãoUbiratan nos tempos que ainda lotava o estádio Douradão

Apesar das dificuldades, o Ubiratan, com 66 anos, treina com mais 70 garotos nas categorias de base, que é a grande aposta do clube douradense, tricampeão sul-mato-grossense.

“Estamos a beira de uma Copa do Mundo, tivemos recentes reformas em alguns estádios de Mato Grosso do Sul, mas isso não é nada perto do que os outros estados alcançaram. Não pudemos usufruir de nada”, lamenta o dirigente.

Pensando no futuro, o Corumbaense, que foi rebaixado este ano no Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série A, possui 110 meninos, de 12 a 17 anos, treinando no clube. “A falta da base é um fator principal em uma competição, por exemplo, como foi a Série A este ano, o Corumbaense trouxe mais de 20 jogadores de fora da cidade, depois para fazer as recisões é um alto custo. Temos que seguir exemplos de times como Cene, Águia Negra e Naviraí, que possuem mais estrutura porque tem as categorias de base, sempre podem estar descobrindo novos talentos, evitando mais contratações”, ressalta o treinador das categorias de base do Corumbaense, Cláudio Mineiro.

Segundo Mineiro, o clima é de otimismo para as próximas temporadas com o fortalecimento da base. 

A falta de apoio é citada pelo treinador. De acordo com Cláudio, somente a Funec (Fundação de Esportes de Corumbá) quem dá alguma ajuda para o esporte no município. “Estou há 27 anos aqui em Corumbá, ainda sonho em ver o Corumbaense conquistando títulos e dando orgulho a este povo”, almeja o treinador.

Quando jogador, Cláudio Mineiro atuou por Internacional, Corinthians, Atlético Mineiro, Ponte Preta, Sport e Náutico, mas após encerrar a carreira escolheu trabalhar com o futebol em Corumbá: “Uma cidade acolhedora, que me recebeu de braços abertos, não troco por nada”, destaca Mineiro.

Times de glamour voltam na inexpressiva segunda divisão de MS

Operário – Mais popular e vitorioso de Mato Grosso do Sul, o Operário Futebol Clube volta mais uma vez ao futebol profissional. De acordo com o presidente do clube Toni Vieira, todos os anos da gestão do presidente da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), Francisco Cezário foram um retrocesso para o futebol. “O futebol nunca será o mesmo, enquanto tiver uma federação amadora, o futebol não vai evoluir”, polemiza Toni.

O presidente do Operário acusa Cezário de não cumprir o estatuto do torcedor e os regulamentos das competições, além de dizer que existe uma máfia do nepotismo na FFMS. “Não temos benefício nenhum, as ambulâncias nos estádios jogam para gente, coisa que devia ser deles. Ele só pensa no lado pessoal”, afirma Vieira.

Apesar de culpar o presidente, Toni promete que o Operário vai lutar na medida do possível. “Vamos a campo mostrar nosso futebol para o torcedor e o programa Sócio Torcedor nosso ganhando cada vez mais adeptos pode ajudar nosso clube”, espera Toni.

Os únicos patrocínios confirmados pelo Galo para este ano é o fornecedor de material esportivo, que não envolve valor nenhum. Mais uma placa publicitária que irá render R$ 1 mil por mês ao clube e uma parceria com uma loja de material esportivo que irá garantir R$ 4 mil em acessórios.

Festa - Toni avisa que uma grande festa está sendo preparada para os 75 anos do Operário. Ele diz se tratar de um amistoso e irá reunir os maiores nomes da história do Galo, com camisa e escudo comemorativo. “Torcedor pode esperar que vamos fazer uma bela festa no Morenão, com camisa comemorativa e símbolo também, com todas as estrelas, relembrando os títulos e a época de ouro”, revela Vieira.

Esperança nas transmissões – Todos os entrevistados veem a “válvula de escape” para aproximar e divulgar mais o futebol com o interesse da televisão nas transmissões e com o inseparável parceiro, o rádio.

“Com a televisão interessada e o rádio sempre parceiro podemos levar a alegria de volta aos nossos torcedores”, comentou o presidente do Ubiratan, Joaquim Soares.

E você torcedor, já parou para pensar em uma final de série B deste ano com Operário e Ubiratan, com diria o recente ditado: “Imagina a festa”.

Estreias - O Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série B começa no dia 17 de agosto, a estreia do Galo seria contra o Sidrolândia, mas a equipe do interior desistiu da competição. O Nova Andradina também desistiu da competição, a estreia da equipe estava marcada para o mesmo dia 17, contra o Guaicurus, no Morenão,

A FFMS diz que irá apenas excluir da tabela as partidas dos clubes desistentes. 

Completam a primeira rodada Ubiratan e União no Douradão. No domingo (18) Coxim e Costa Rica no André Borges; Camapuã e Portuguesa no Carecão; e Campo Grande e MS Saad no Morenão.

Os times estão divididos em três chaves com quatro equipes. As duas melhores de cada se classificam e se dividem por mais dois grupos:1ºA, 2ºB e 1ºC e no outro: 1ºB, 2ºA e 2ºC. Eles jogam entre si, em jogos de ida e volta (turno e returno), classificando-se para a próxima fase a melhor equipe de cada um, definindo assim os finalistas.



Fiquei emocionado ao saber do renascimento do Operário Futebol Clube. Que também o vi profissionalizar, sob a batuta do técnico Tuta, depois todos seus feitos glorioso nas mãos de Carlos Castilho. Toni Viera vc tem razão, veja como o coitado do Naviraiense foi eliminado da Copa Brasil neste ano, os prejuízos financeiros. Vamos erguer sim o Galo sul mato-grossense, pari passo a cada dia sem muita pressa.
 
Carlos Lamarca em 03/08/2013 18:27:08
"glamour" é exagero, claro, mais que para um esporte de massa, nada como ter times como esses, que sempre foram carregados pelo povo! Força Galo, vamos voltar!
 
Clodoaldo Rocha em 03/08/2013 17:11:50
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