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23/02/2016 06:00

Advogado condenado por racismo ocupa cargo público

Waldemar Gonçalves

Comissionado – Condenado a pagar indenização de R$ 17 mil a um bancário por racismo, o advogado Danilo José Medeiros Fligliolino tem cargo comissionado no Ministério Público de Contas, órgão do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul). Foi nomeado em abril de 2015 pelo procurador-geral de contas, José Aêdo Camilo. Conforme tabela remuneratória dos cargos comissionados do MPC, Fligliolino é assessor de procurador e tem salário de pelo menos R$ 10,6 mil.

Moda anti-PT – “De um tempo para cá, parece que virou moda falar mal do Brasil”. A frase abre discurso do ex-presidente Lula em propaganda do horário político do PT que vai ao ar nesta terça-feira (23). O trecho do discurso do principal líder petista, com 1m30s, foi postado pelo deputado federal Zeca do PT no Facebook ontem à tarde.

Não é qualquer um – No vídeo, Lula critica “essa gente que não gosta de dividir os assentos dos aviões com o nosso povo”, contrariando o discurso de crise. “Esse país não é qualquer um não, gente”, fala o ex-presidente, citando o papel do Brasil no agronegócio como um dos exemplos de grandeza da nação. No fim, uma autocrítica: “é verdade que erramos, mas acertamos muito mais e podemos melhorar muito mais ainda”.

Marqueteiro – Por falar em propaganda do PT, o marqueteiro João Santana, que teve a prisão pedida na Operação Lava Jato, já atuou em campanhas políticas em Mato Grosso do Sul. Em 2002, recebeu R$ 2,2 milhões na campanha de Delcídio do Amaral ao Senado. Dois anos depois, ao custo de R$ 1,6 milhão, trabalhou para Vander Loubet na disputa pela Prefeitura de Campo Grande. O deputado federal é, inclusive, um dos investigados por suspeita de integrar esquema de corrupção na BR Distribuidora.

Ruim, sqn – Se em nível nacional o PT busca fortalecer novamente sua imagem, diante de uma interminável Operação Lava Jato e a divisão do protagonismo político com o PSDB desde as eleições do ano passado, em Campo Grande, a saída do vereador Roberto Durães deixou o partido em situação no mínimo desconfortável. De um lado, os petistas perderam uma vaga na Câmara Municipal, mas, de outro, deixou ir embora um quadro considerado sem o perfil da sigla.

Fica para 2016 – Em nota distribuída ontem, o comando estadual petista diz lamentar a perda de uma cadeira no parlamento municipal, “conquistada com os votos da legenda do partido”. Mas, ressalta a falta de interesse de Durães em participar das atividades partidárias, além de posições e atitudes em discordância com as diretrizes do PT. Conclui afirmando que o jeito será tentar, em 2016, ampliar a bancada petista na Câmara da Capital.

Com dois – A escolha de quem será o novo procurador-geral de Justiça do Estado, nome dado ao cargo de chefe do MPE (Ministério Público Estadual), é feita pelo governador a partir de uma lista tríplice obtida com a votação entre os membros do órgão. Este ano, no entanto, apenas dois promotores estão na disputa: Gilberto Robalinho da Silva e Paulo Cezar dos Passos. A votação está marcada para 1º de abril.

Ainda é cedo – Enquanto partidos políticos se mexem de olho nas eleições de outubro, animados também por conta da janela de migração partidária, no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) ainda é cedo para tocar no assunto. O presidente da corte, desembargador Divoncir Schreiner Maran, não quis falar, ontem, dos planos da Justiça Eleitoral para o próximo pleito, falou apenas que em breve começarão as reuniões a respeito.

Situação difícil – Em discurso a estudantes, em evento no TRE-MS, ontem, o presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (PMDB), comentou que o Brasil vive uma situação difícil na política, um “momento de travessia entre o país que nós temos e aquele que queremos”, e que não se faz democracia forte com instituições fracas. Ainda disse que a democracia segue sendo o melhor regime para a sociedade.

Na própria carne – Enquanto isso, em Bela Vista, o vereador Johnys Basso (DEM) apresentou ontem projeto para que vereadores tenham o mesmo piso salarial de professores. Ou seja, a ideia é reduzir os vencimentos dos parlamentares dos atuais R$ 7,5 mil para R$ 2,1 mil mensais. O argumento é que atuação política não deve ser um meio de vida e, além disso, os salários dos vereadores não condizem com a realidade da maioria dos trabalhadores.

(com a redação)

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