ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
JUNHO, DOMINGO  23    CAMPO GRANDE 22º

Jogo Aberto

AGU quer triplicar bloqueio de bens de bolsonaristas

Gabriela Couto e Renata Volpe | 21/01/2023 07:00
Dia de invasões na Praça dos Três Poderes. (Foto: Agência Brasil)
Dia de invasões na Praça dos Três Poderes. (Foto: Agência Brasil)

Valor triplicado - A AGU (Advocacia-Geral da União) levou a sério a tarefa de punir exemplarmente quem destruiu o patrimônio público em Brasília. O órgão pediu bloqueio ainda maior de bens de pessoas e empresas envolvidas nos atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes. O valor solicitado triplicou, subindo para R$ 18,5 milhões.

Novos cálculos – Conforme relatório da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, o estrago no Palácio do Planalto foi estimado em R$ 7,9 milhões. Fora isso, ainda tem o prejuízo em bens do Supremo Tribunal Federal, calculado em R$ 5,9 milhões, e da Câmara dos Deputados, que informou danos de R$ 1,1 milhão. Tem ainda a restauração das obras de arte e a destruição e furto de presentes protocolares cujo valor é inestimável.

Dois de MS - Na lista da AGU, há nomes de dois empresários de Mato Grosso do Sul. São eles: Adoilto Fernandes Coronel, de Maracaju, e Aparecida Solange Zanini, de Três Lagoas. A Advocacia quer que os danos causados ao Congresso sejam pagos pelas empresas financiadoras do ato. São 52 pessoas físicas e 7 pessoas jurídicas.

Mau, mas nem tanto - O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, negou liminar que pedia a cassação de mandato de deputados no País que apoiaram atos antidemocráticos. Entre eles os sul-mato-grossenses Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL), Luiz Ovando (PP), João Henrique (PL) e Rafael Tavares (PRTB).

Concorrência - Pelo menos três advogados apareceram para defender a bolsonarista Soraia de Mendonça Bacciotti, conhecida como intérprete de libras durante a campanha de Renan Contar ao governo de MS. Mas Miriam Noronha Mota Gimenez desbancou os dois homens que “disputavam” a vaga com ela. Oficialmente, ela parece bem desinformada. “Está tudo sob sigilo e está escrito sigilo, sigilo, sigilo. Não sei nada, mas até onde eu sei ela deve permanecer na sede da PF", disse.

Arminha - O deputado estadual João Henrique Catan (PL) publicou foto dele junto ao filho Joãozinho com a camisa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), fazendo o gesto de arminha com as mãos. A imagem dos dois fazendo o mesmo sinal é comum nas redes sociais do parlamentar.

Fantasma - A Funai de Campo Grande está jogada às traças. Atualmente, só três funcionários aparecem para trabalhar, além de dois seguranças. As salas de todos os diretores estão trancadas, porque a superintendente foi exonerada e os diretores viajaram de férias. Pelo prédio, o que ficou foi um bando de móveis velhos e o trio de servidores que resiste batendo ponto.

Só de ouvir dizer - O vereador André Luís (Rede) protocolou no Ministério Público Estadual a denúncia de que pessoas analfabetas estariam na lista de nomes de funcionários do Proinc (Programa de Inclusão Profissional), o que é ilegal. Mas ele mesmo admite que só “ouviu dizer”. Não há qualquer prova, também diz o próprio parlamentar.

Atraso - A gestão trocou de comando, mas o Portal da Transparência do Governo do Estado segue desatualizado no link sobre função e salário dos servidores. Estão disponíveis na página apenas dados anteriores a novembro de 2022. As dezenas de novas nomeações e modificações salariais ainda não entraram na plataforma criada, teoricamente, para todo mundo ver.

Erro – No portal da Câmara Municipal o “erro” ocorre quando há busca por projetos de leis. Ao clicar no link, a mensagem que aparece é a de que a página está temporariamente indisponível, ou seja, não se pode acompanhar o status de nada que está em tramitação na Casa de Leis, que volta do recesso no mês que vem.

Nos siga no Google Notícias