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05/03/2016 07:00

'Cervejada' e silêncio marcam visita de Michel Temer a MS

Waldemar Gonçalves

Cervejada - Entre o silêncio de um e a expectativa de festa do outro. Assim foi a agenda de Michel Temer, vice-presidente da República e líder nacional do PMDB, a Campo Grande, ontem. Prevendo eventual queda de Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República, o ex-governador André Puccinellibrincou com Temer ao fim de discurso em reunião no diretório na Capital. Disse que cobrará do líder algumas rodadas de cerveja quando ele estiver no comando do Governo Federal. Temer, por sua vez, chegou mudo e saiu calado sobre os últimos episódios envolvendo a alta cúpula petista.

 

FortePuccinelli afirmou, também durante a agenda partidária, que o PMDB pretende ter candidato nos 79 municípios nas eleições municipais deste ano. Mas, onde não houver possibilidade, buscará alianças. O ex-governador ressaltou que o partido tem amizade com as demais legendas e continuará forte em Mato Grosso do Sul.

Porta da frente – O ex-governador comentou que ficou triste com as lideranças que deixaram o partido, mas que todos saíram pela porta da frente. Sobre o casal Picarelli (Maurício, deputado estadual, e Magali, vereadora em Campo Grande), Puccinelli ressaltou que teme pelo futuro eleitoral dele. Disse acreditar que muitos peemedebistas não votarão mais neles. Em relação ao também deputado estadual Marquinhos Trad, revelou que já "lavaram a roupa suja", ficou tudo bem e que cada um vai seguir o seu caminho.

Ala feminina – Mantendo tom bem humorado em um dia atribulado no mundo da política, Puccinelli não deixou de brincar com o vereador Vanderlei Cabeludo. Disse que muitas vezes o confunde com a ala feminina do PMDB, em função dos seus "cabelos compridos".

Fraternal – Temer pediu que o partido lute para eleger mais de um terço de prefeitos no Estado e ainda agradeceu a recepção que teve, definida como "fraternal". Lembrou que sempre tem muito apoio em Mato Grosso do Sul e que os aplausos foram sinceros. "Com muito tempo de política, aprendemos a interpretar as palmas do público. Aqui, elas foram verdadeiras".

Rei da fronteira – O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) se apresentou, durante reunião com Temer em Campo Grande, como o "rei da fronteira", começando discurso com palavras em guarani. Aproveitou para brincar sobre a semelhança do seu nome com Junior Mochi. "Ele se elegeu prefeito em Coxim porque as pessoas achavam que votavam no Moka". Depois, disse que na verdade é o contrário, ele que se beneficia com esta confusão.

A conta gotas – O ex-presidente Cícero de Souza ainda tem muita influência no Tribunal de Contas do Estado, onde deixou assessores em postos importantes do órgão. Mas, a conta gotas, seus asseclas estão sendo exonerados. Na última canetada, Sonia Garib, a Gabi, braço direito do ex-conselheiro, e seu tio, Eduardo Seba, foram “aposentados” compulsoriamente.

Advogado do Lula – “Se ele conseguir a liberdade dela, vou recomendá-lo ao Lula”, disse ontem o delegado Paulo Sérgio Lauretto, durante entrevista sobre a conclusão do inquérito do caso de tortura a um menino de 4 anos. Ele se referia ao trabalho do advogado de defesa da mulher apontada como mentora do crime, Marcos Ivan da Silva, em relação à investigação policial, comparando ao que defensores do ex-presidente podem ter na Operação Lava Jato.

Nos bastidores – Notícias de que o senador petista Delcidio do Amaral fechou acordo de delação premiada repercutiram na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Mesmo que timidamente e somente nos bastidores. Na manhã de quinta-feira (3), deputados chegaram à última sessão da semana curiosos sobre o tema e até cópias da edição da revista Isto É circularam por lá. Na tribuna, no entanto, ninguém teceu qualquer comentário de defesa ou ataque ao senador.

Problema de todo mundo - Na manhã de ontem, durante palestra na UFMS, o deputado federal Jean Wyllys (PSL-RJ) deixou bem claro uma das bandeiras que carrega, pela questão indígena, ao dizer que a morte de um guarani kaiowá deveria ser encarada como uma morte "nossa”.

(com a redação)

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