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31/08/2016 06:00

'Disco furado' de Dilma muda planos de senador de MS

Waldemar Gonçalves

Disco furado – “Como as respostas da presidente afastada ontem pareciam disco furado, decidi não perguntar e sim marcar posição sobre a legalidade do processo”, postou ontem o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) ao explicar porque, na noite anterior, desistiu de fazer pergunta a Dilma Rousseff (PT) no Senado.

Resposta atravessada – “Ela falava na resposta o que ela queria. Até para evitar uma resposta atravessada, achei que não deveria fazer um questionamento que desse este tipo de gancho”, havia comentado mais cedo o parlamentar, em entrevista à Agência Senado. A sessão de julgamento de Dilma no parlamento entraria pela madrugada desta quarta-feira (31).

Opinião formada – O deputado estadual Cabo Almi (PT) avalia que, apesar de “todo o esforço e boa participação” de Dilma Rousseff (PT) no Senado, há “opinião formada" dos parlamentares e "nada que ela falasse" poderia reverter o quadro em relação ao impeachment. Para Pedro Kemp (PT), Dilma deixou os senadores “constrangidos” ao responder todas as perguntas e, segundo ele, provar que não houve crime de responsabilidade.

A vaca e o carrapato – Já o também petista Amarildo Cruz foi criativo ao dizer ontem, na Assembleia Legislativa, que os casos de corrupção na Petrobras devem ser extirpados, mas sem prejudicar o nome da empresa. "Por causa do carrapato vamos matar a vaca? Mata o carrapato e mantém a vaca viva".

Expandindo a língua – Aviso de leitor: estão assassinando a língua portuguesa até na página de internet da Secretaria Municipal de Educação. Lá, na letra do Hino de Campo Grande disponível para download, a palavra expande aparece escrita com “S”. Quem avisa da gafe garante já ter tentado, por várias vezes, alertar a administração da cidade que fizesse a correção.

Expandindo conhecimento – Em tempo: no site da Arca (Arquivo Histórico de Campo Grande), onde a palavra aparece com a grafia correta, também há breve histórico sobre o hino. Criados em 1918 pelo vereador Trajano Balduíno de Souza, os versos tiveram de sofrer alterações na década de 90, para incluir um “do Sul” ao Mato Grosso dos versos finais, adaptação de Hildebrando Campestrini autorizada por lei pelo então prefeito, Juvêncio César da Fonseca.

Cidade problemática – Na sessão de ontem da Câmara Municipal, o vereador Francisco Telles (PSD) listou problemas na saúde, no asfalto e na administração da cidade para justificar o não comparecimento no desfile cívico do aniversário de Campo Grande, em 26 de agosto. “Não tinha absolutamente nada para se comemorar”, disse na tribuna.

Acordando feliz – Em outra época, acrescentou o vereador, todo mundo acordava feliz no dia 26, cheios de motivos para comemorar e se orgulhar da Capital, diferente de agora. Comparou que antes o palanque era “recheado” de autoridades, fazendo menção ao palco do prefeito, Alcides Bernal (PP), com a presença de seu secretariado, dois vereadores, além de representantes do Exército.

Carona – Ayrton Araújo, vereador do PT, pegou carona no que disse o colega e falou que passou o aniversário de Campo Grande “triste”. Ele, que já foi base de Bernal, criticou também o palanque ‘vazio’ e justificou que a cidade está de luto pela administração “que aí está”.

Saia justa – Carlos Augusto Borges (PSB) disse que quis evitar ir ao desfile e subir no palco junto do prefeito. Um possível discurso sobre o “golpe”, propalado por Bernal várias vezes, deixaria o parlamentar em uma saia justa e sem graça, disse ele. Não custa lembrar que todos os parlamentares citados são candidatos à reeleição.

(com Mayara Bueno e Leonardo Rocha)

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