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Em 2 meses, Rhaiza perde pai, vira prefeita e fica noiva

Por Anahi Zurutuza e Leonardo Rocha | 04/01/2021 06:00
Rhaiza Matos ficou noiva na virada do ano, horas antes da posse como prefeita (Foto: Reprodução) 
Rhaiza Matos ficou noiva na virada do ano, horas antes da posse como prefeita (Foto: Reprodução)

Agenda cheia – A nova prefeita de Naviraí, a cirurgiã dentista Rhaiza Matos (PSDB), teve ano cheio de acontecimentos. Em novembro, ela chegou à prefeitura substituindo o pai, o deputado Onevan de Matos, que morreu em decorrência da covid-19 dois dias antes das eleições. Além da mudança radical na carreira, a vida pessoal também passou por transformações.

O “sim” – Rhaiza ficou noiva do empresário Marcio Diogo na virada do ano. Nas redes sociais, ela divulgou foto do anel que ganhou do noivo com a legenda: “eu disse sim”.

O pai – O noivado aconteceu um mês e meio após a morte do pai de Rhaiza. Candidato à prefeitura de Naviraí, o parlamentar faleceu aos 77 anos no dia 13 de novembro, vítima de complicações provocadas pela covid-19. Ele sofreu infarto durante cirurgia de cateterismo e a notícia chegou à família dois dias das eleições municipais.

A doença - Onevan estava internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em tratamento há mais de um mês. Foi diagnosticado com coronavírus, se tratou, chegou a ter alta, mas apresentou sequelas, entre elas, uma pneumonia. Ele foi o único político de Mato Grosso do Sul vítima da covid-19.

Candidata – Um dia após a morte, Rhaiza Matos, de 33 anos, foi escolhida para substituir o pai. O PSDB publicou nota por volta das 16h do dia 14 de novembro, confirmando a escolha e informando que esse era, inclusive, o desejo do deputado. Rhaiza recebeu 8.873 votos, o que equivale a 36,49% dos votos válidos no dia 15 de novembro. Ela superou, em primeiro turno, o então prefeito Dr Izauri (Dem), que obteve 7.493 votos - ou seja, 30,81% dos válidos.

Comando - O novo presidente da Câmara Municipal, Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), foi eleito pelos colegas de forma unânime, sem precisar ter a maior bancada da Casa de Leis. Pelo contrário, seu partido ainda reduziu no Legislativo, tendo apenas ele de eleito agora em 2020. Na legislatura passada, ainda contava com Francisco Gonçalves, o Francisco Veterinário (PSB).

Problemas - Carlão revelou depois da eleição que houve problemas internos na formação de chapa dos candidatos a vereador do PSB, em função de pendências antigas com a Justiça Eleitoral. Por esta razão, o partido não conseguiu uma "chapa completa" de candidatos e assim faltou votos para fazer o segundo vereador.

Origem - Durante a eleição da mesa diretora, a maioria dos vereadores na hora de votar em favor de Carlão, como presidente da Câmara, disseram da importância da origem do parlamentar, que segundo eles, veio da periferia e sempre foi uma liderança comunitária. Também destacaram a experiência dele na Casa de Leis.

Pouca mudança - O vereador Valdir Gomes (PSD) ao declarar apoio a Carlão como presidente da Câmara, disse que haveria poucas mudanças no Legislativo, pois o novo comandante era como se fosse "filho" do ex-presidente João Rocha (PSDB) e seguiria o mesmo caminho. O tucano o corrigiu dizendo que eram como "irmãos".

Retorno - O vereador Jamal Salém (MDB) disse que retorna para Câmara Municipal com "outra cabeça" depois de ficar fora do Legislativo nos últimos quatro anos. "Agora terei um contato mais perto da população e com foco na saúde pública, em função da covid-19". Ele também destacou que é normal a ampla renovação que ocorreu na Capital.

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