HC de advogado do bicho sai do virtual, mas sem OAB amiga
Presencial - O desembargador Jonas Hass Silva Júnior, relator do Habeas Corpus impetrado em favor do advogado Rhiad Abdulahad, decidiu retirar o processo da pauta de julgamento virtual e transferi-lo para a modalidade presencial na 1ª Câmara Criminal. A decisão atende a um pedido da defesa, que manifestou oposição ao julgamento eletrônico por ter interesse em realizar sustentação oral perante os magistrados, conforme previsto nas normas internas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Não há data marcada para tal até o momento.
Sem amigo - Além disso, o magistrado indeferiu o pedido da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul) para ingressar na ação como amicus curiae (amigo da corte). O relator fundamentou a negativa com base na jurisprudência dos tribunais superiores (STJ e STF), que consideram a intervenção de terceiros incompatível com o rito célere e a natureza personalíssima do habeas corpus.
Direitos garantidos - No entanto, o magistrado aceitou receber os argumentos da Ordem como "memoriais", permitindo que as teses sobre a preservação das prerrogativas da advocacia e a distinção entre exercício profissional e crime sejam consultadas pelos desembargadores no momento do julgamento.
Patente alta - Preso desde novembro, no âmbito da força-tarefa da Operação Successione, o advogado Rhiad Abdulahad é um dos 20 réus acusados de integrar uma organização criminosa armada ligada ao jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. O grupo, segundo a investigação, era liderado por Roberto Razuk e por seus filhos Jorge, Rafael e o deputado estadual Neno Razuk (PL). Apontado como um dos “gerentes” do esquema, Rhiad teria buscado, conforme apuração do Gaeco, o apoio do PCC (Primeiro Comando da Capital) ao grupo.
Dia nacional – De chapéu e ao lado de um boneco da Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), entidade responsável pela logística reversa das embalagens de agrotóxicos, o ex-governador e produtor rural Reinaldo Azambuja (PL) publicou uma postagem de conscientização sobre o Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos, celebrado no dia 11 em todo o território nacional.
Produção consciente - “Num Estado essencialmente agrícola como Mato Grosso do Sul, o controle responsável do uso de agrotóxicos é um avanço que merece destaque. Produzir bem, com responsabilidade ambiental e cuidado, valoriza nossos produtos e nos coloca mais perto do Estado Verde que todos buscamos”, reforçou Azambuja na publicação.
Gestão financeira – Mesmo com a nomeação de Marcelo Vilela como novo secretário municipal de Saúde, quem continuará com a caneta sobre o cofre da pasta é Ivone Kanaan Nabhan Pelegrinelli. Coordenadora do Comitê Gestor da Sesau, ela foi designada, por decreto da prefeita, como ordenadora de despesas do Fundo Municipal de Saúde. O ato estabelece, de forma retroativa, que Ivone responderá pela movimentação e autorização dos recursos do fundo a partir de 1º de janeiro de 2026.
Com fôlego – Mesmo em nova fase do tratamento contra o câncer de tireoide, a deputada federal Camila Jara (PT) contou que “não resistiu” e foi para a aula de bike no domingo (11). “Fizemos arte, mas é porque hoje eu acordei um pouquinho melhor”, escreveu. Ela também disse que o dia estava bonito pela manhã em Campo Grande, o que a motivou a treinar, mas com uso de máscara. “Eu acho que peguei a última energia que eu tinha e vim”, complementou a deputada nas redes sociais.
“Avalanche” – Camila já havia informado que iniciaria neste mês uma nova etapa do tratamento, com iodoterapia para eliminar células anormais. Nas redes sociais, ela descreveu o impacto físico do processo. “Tem sido uma avalanche essa última semana . Na verdade, esses últimos 10 dias. Os últimos três eu passei muito mal, tipo, horrível”, afirmou. Apesar da melhora momentânea, disse que iria se resguardar. “Agora estou indo para casa e vou ficar lá. Não vou sair, prometo".
Contas em dia, cofres nem tanto – A Assembleia Geral Ordinária do Central-MS (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul), terminou com as contas de 2025 aprovadas por unanimidade. Tudo certo no papel, parecer favorável do Conselho Fiscal e dúvidas sanadas. Mas nem tudo fechou redondo: Campo Grande, Dois Irmãos do Buriti e Jaraguari ainda não quitaram integralmente o contrato de rateio. A promessa é pagar o restante ainda janeiro deste ano.


