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Marquinhos exalta fase "paz e amor" com Reinaldo

Por Angela Kempfer e Adriel Mattos | 02/08/2021 06:00
Prefeito Marquinhos Trad na entrega de casas populares, ontem. (Foto: Adriel Mattos)
Prefeito Marquinhos Trad na entrega de casas populares, ontem. (Foto: Adriel Mattos)

Paz - Durante entrega de casas populares no Bom Retiro, no domingo (1°), o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), fez questão de ressaltar a parceria com o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB). "Eu e o governador Reinaldo somos parceiros administrativos. E quando nós somamos esforços, toda a população ganha", afirmou.

Estranhamento - Marquinhos e Reinaldo tiveram divergências nos últimos meses. Primeiro, em junho, quando Reinaldo impôs restrições duras contra a Covid-19 e o prefeito apontou que a Capital estava com a doença estabilizada. Em seguida, Marquinhos se colocou contra o estudo com a vacina da Janssen na fronteira, pedindo que as doses fossem distribuídas igualmente para todos os municípios.

E o Bernal? - No mesmo discurso, o prefeito aproveitou para alfinetar o antecessor, Alcides Bernal (PP), sem citá-lo. "Vocês não invadiram aqui porque quiseram, foi por extrema necessidade. O Poder Público não lhes deu nem esperança de conquistar sua casa. Pessoas ficaram 30 ou 40 anos inscritas, se ofereciam como cabo eleitoral por uma chave (de imóvel). E Campo Grande deixou de ser assim", disse.

Parceria - Ao final, Marquinhos elogiou a trajetória do vereador Loester Nunes (MDB). "O Loester foi vereador com meu irmão (Nelsinho Trad), foi candidato a vice-prefeito com meu pai (Nelson Trad, em 1996) e foi deputado (estadual) comigo. É um homem honesto e correto, por isso, a população o tem reconduzido a um novo mandato repetidas vezes", comentou.

Adeus - O ex-governador e ex-senador pelo Paraná, Roberto Requião, anunciou no domingo (1), sua desfiliação do MDB. Ele tentava assumir o comando do diretório estadual, mas foi superado pelo deputado estadual Anibelli Neto. O parlamentar é aliado de Ratinho Jr. (PSD).

Fechado com Bolsonaro? - Para Requião, a proximidade sinaliza um eventual apoio do MDB à reeleição do presidente Jair Bolsonaro, já que o governador do Paraná é alinhado do chefe do Executivo federal. "O rato (Ratinho Jr.) e o Bolsonaro sequestraram o MDB. O partido acabou", tuitou.

Nada muda - O presidente do MDB em Mato Grosso do Sul, Junior Mochi, disse que nada muda por enquanto. "Não sei se vinga. Aqui no Estado não afeta, temos autonomia", afirmou, citando a candidatura do ex-governador André Puccinelli.

Nada mal - Todo brasileiro reclama do contrário, mas a edição do Panorama das Administrações Públicas: América Latina e Caribe mostra que o poder público no Brasil emprega menos servidores em relação a países da América Latina e da Europa. Dentre muitos parceiros, o documento tem assinatura do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Melhor que a média - Na Argentina, esse percentual em relação ao total de força de trabalho é de 17,2%. No Uruguai, chega a 15% e no Brasil fica em 12,5%. O menor percentual está no México, como 11,8%. Na comparação da taxa média de crescimento anual do emprego público entre 16 países, o Brasil aparece com, apenas 0,3%, contra média de 1,4% na região.

Nem-nem - Por outro lado, o Atlas da Juventude aponta crescimento considerável dos chamados jovens "nem-nem", que não estudam ou trabalham. De 10% dessa população, em 2020, o número saltou para 16% neste ano. Segundo o Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas), é mais um efeito da pandemia que levou à evasão escolar.

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