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MPMS pede mais apuração sobre quem mandou matar delegado

Por Marta Ferreira e Anahi Zurutuza | 17/10/2020 07:00

Mais investigações – Força-tarefa da Polícia Civil concluiu em setembro o inquérito sobre quem mandou matar o delegado Paulo Magalhães, 7 anos atrás, no Jardim dos Estados, em Campo Grande, quando a vítima buscava a filha na escola. Mas o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) não viu elementos suficientes para a denúncia contra os indiciados  e pediu novas diligências.

Citação – Retomada este ano, a apuração corre em sigilo. Porém, o entendimento do promotor Douglas Oldegardo dos Santos foi comentado em decisão do juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, negando pedido de prisão preventiva para sete denunciados por outra execução, a do chefe de segurança da Assembleia Legislativa Ilson Figueiredo,  ocorrida em junho de 2018.

Foram os mesmos Delegados de Polícia que atuaram na mencionada Operação Omertá que também requereram as prisões preventivas e, no entanto, o promotor de justiça Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos, que até então vinha ratificando tais pedidos verificou que as investigações ainda não estavam maduras suficientes para endossar novos pedidos de prisão e, muito menos, ofereceu denúncia na medida em que requereu a conversão em diligências imprescindíveis”, escreveu o magistrado.

O caso - Em 2018, o pistoleiro José Moreira Freires foi condenado  como executor do assassinato do delegado, mas não foram apontados os autores do crime por encomenda. Ele está foragido e figura na lista dos criminosos mais procurados do País. Para as autoridades responsáveis pela operação Omertà, “Zezinho" agiu a mando dos chefes da organização criminosa alvo da ação.

Palavras – Ao rejeitar os pedidos de preventiva para os denunciados pela execução de Ilson Figueiredo dois anos atrás, o juiz chamou de “sedutores” os argumentos dos delegados da força-tarefa. Também classificou como “por demais simétricos” nas representações relacionadas a crimes atribuídos à milícia armada que, conforme as apurações, é chefiada por Jamil Name e Jamil Name Filho, presos há um ano.

Freio – “Há necessidade de maior cautela ao adotar a medida carcerária que pode vir a significar antecipação de sentença condenatória encontrando eco no princípio da presunção de inocência”, definiu o magistrado.

Outra Corumbá – Batizado de "Ousado",  onça macho vítima das queimadas no Pantanal que ficou famosa após render foto viral com as patas enfaixadas, foi tratada em Corumbá, mas a de Goiás, cidade que fica a 1,3 mil da nossa Corumbá, a Capital do Pantanal em Mato Grosso do Sul.

Alta – A onça passou por tratamentos com ozônio e laser na ONG Nex No Extinction e já recebeu alta médica. Ela deve ser devolvida ao Pantanal em breve, soltura que está sendo planejada para ocorrer no Mato Grosso. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a cogitar acompanhar a devolução, mas desistiu.

Facilita - Ocordo homologado na terça-feira (13/10), entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), com interveniência da Justiça Federal, prevê caminho mais ágil para afastamentos, licenças e ocorrências ligadas às consequências da pandemia da covid-19 de servidores e funcionários da saúde.

Trâmites - As partes concordaram em dar ampla divulgação ao canal de comunicação do setor de Gestão de Pessoas do Hospital Universitário da UFMS. A unidade vai disponibilizar um servidor para atender e receber requisições de afastamentos, licenças ou qualquer ocorrência relacionada à covid-19.

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