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Jogo Aberto

Pronto, falei

Por Jogo Aberto | 22/10/2012 06:00

Desabafo

As redes sociais, cada dia mais, consolidam-se como um dos grandes personagens desta eleição municipal. Na última semana, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta, do DEM, usou o Facebook para, em uma mensagem longa para os padrões virtuais, dizer o que pensa sobre os rumos que a eleição tomou em Campo Grande. Em resumo, defendeu a administração de Nelsinho Trad, da qual fez parte e avaliou o porquê do fortalecimento da união da oposição em torno de um candidato. Para ele, estão usando o "fígado" e não a racionalidade.

Migração de votos

Na análise do deputado, os históricos 25% de eleitores que escolhiam o PT aderiram à candidatura de Alcides Bernal e viram nele uma chance de voltar ao poder. "Deixaram o Vander falando sozinho com míseros 4% e garantiram um segundo turno na 'barca da vez'".

Comparação

Para Mandetta, os que são contra a permanência do PMDB na administração municipal são "todos  motivados apenas em fazer sangrar em praça pública um administrador um administrador intenso, polêmico, motivado pela paixão a Campo Grande, que peca pelo excesso de vontade." Para ele, a raiva é contra um administrador "igual ao Dunga na seleção, controverso, mas a alma do time".

Metralhadora

Para a oposição, sobram críticas. Bernal é classificado por Mandetta como candidato vazio, sem propostas. O PSDB, para ele, cuspiu no prato que comeu e o PPS é classificado como adesista de quem está no poder.

Dedo apontado

O democrata vê erros também no candidato que apoia. "Eleição vazia, por falta de uma defesa clara das inúmeras conquistas da minha morena, Campo Grande, por parte do Giroto. Deixou de se posicionar claramente sobre conquistas nas políticas sociais e entendeu que as obras se ocupariam de atender sozinhas as expectativas da cidade"

Prejudicado

Por falar em Mandetta, ele foi um dos prejudicados pela pane no Aeroporto de Viracopos, na semana passada. Ficou preso no Aeroporto de Porto Velho, em Rondônia.

Não é bem assim

Redução de carga tributária foi um dos pontos mais focados pela oposição durante toda a campanha pela Prefeitura de Campo Grande. Para quem está de fora  e entende do tema, alguns alertas precisam ser feitos: o município só tem poder sobre dois impostos, IPTU, e ISSQN, arrecadados na esfera municipal.

Aval

Na prática, o Executivo Municipal só pode mexer no IPTU, pois o ISS, para concessão de benefícios, exige autorização inclusive do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

Letra morta

Depois de cadastrar mais de 3 mil indígenas, a Campanha da Fraternidade desde ano está levando a uma conclusão nada positiva para a cultura desses povos: eles estão perdendo o contato com a língua nativa e a maioria dos que vivem em áreas urbanas não é capaz mais de falar na linguagem dos pais e avós.

Túnel do tempo

E começou a semana decisiva para o processo eleitoral no primeiro segundo turno em Campo Grande desde 1996. Quem dormisse naquele ano e acordasse hoje, só reconheceria o PMDB de um lado. Do outro, está o PP, que, naquela época, ainda era o PPB, partido nascido da fusão de forças políticas conservadoras, que incluíam o antigo PDS e o PPR. Só em 2003 a legenda mudaria para apenas PP.

Prazo

A partir de amanhã, até o dia da eleição, começa novamente a valer a regra de que eleitores só podem ser presos em situação de flagrante, de acordo com o calendário da Justiça Eleitoral.