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Recusar vacina também é um direito, diz novo ministro

Por Caroline Maldonado e Gabriela Couto | 09/07/2021 06:00
Amaury foi sabatinado por senadores antes de ter nome aprovado para ocupar vaga de ministro no TST (Foto: Agência Senado)
Amaury foi sabatinado por senadores antes de ter nome aprovado para ocupar vaga de ministro no TST (Foto: Agência Senado)

Opinou – Recém aprovado para ser ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho), o presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 24ª Região, desembargador Amaury Rodrigues Pinto Junior, fez declaração polêmica - mas embasada em interpretação legal -  sobre o direito de quem não quer tomar a vacina contra a covid-19.

Será? – Segundo Amaury, o trabalhador tem o direito de ser vacinado, mas ele também tem o direito de dizer "não, eu tenho medo, eu não quero ser injetado por alguma coisa em que eu não acredite", afirmou o futuro ministro do trabalho.

Sem punição - "O direito do trabalhador de ser vacinado ou de recusar a vacina é sagrado, é constitucional, e isso não pode importar, então, em dispensa com justa causa ou mesmo em advertência, em nenhuma penalidade, porque é um direito do cidadão, um direito como cidadão", finalizou Amaury em sua fala sobre a vacinação.

Abrakadabra - Na última sessão da semana, os deputados estaduais aprovaram dois reconhecimentos de serviços essenciais durante a pandemia. Um é de autoria de Renan Contar (PSL), que passou em primeira discussão liberando o funcionamento de restaurantes em geral, apesar das regras de restrição.

Que beleza – O outro texto que também teve aprovação unanime dos parlamentares, mas segue para votação da redação final por receber emenda, é de autoria do deputado Carlos Alberto David (sem partido), que declara como essenciais atividades prestadas por cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, manicures, pedicures, micropigmentadoras, de bronzeamento, depiladores, maquiadores e atividades afins.

Papo reto – Ao pedir para discutir projeto de sua autoria em tentativa convencer os colegas a aprovarem o mesmo, a deputada Mara Caseiro (PSDB) recebeu conselho do presidente da Casa, Paulo Corrêa (PSDB). "Aprendi com o guru, Londres Machado (PSD), que quando você discute muito você perde voto".

De praxe - Mesmo que sempre haja alguns contrários às mudanças de nomes de ruas, tais projetos continuam sendo apresentados pelos vereadores. Dessa vez, os parlamentares aprovaram mudança do nome da Rua Colina, na Vila Manoel da Costa Lima, para Maria Giselda Albuquerque Costa, uma homenagem à Dona Gisa, que morou 52 anos lá.

Demanda da vizinhança - O presidente da mesa, vereador Carlos Augusto Borges (PSB), argumentou que foi um pedido dos próprios moradores, por isso apresentou o projeto de mudança. Dona Gisa morreu recentemente, vítima da covid-19.

Atrapalha - Porém, mesmo assim o vereador André Soares (Rede) votou contra. Ele diz que é justa a homenagem, mas acha que alteração de nomes impacta negativamente os moradores, as localizações por GPS, entrega de correspondências e outros.

Ninguém entende - O nobre edil reclamou também de outra proposta para nomear uma praça como Praça Atherson Shritkh. "Nem os vereadores conseguiram pronunciar corretamente", disse André, enquanto Carlão defendeu que é possível chamar apenas de Atherson, como um apelido. A mudança completa foi aprovada pela maioria.

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