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Riedel pede cautela em caso envolvendo Flávio

Por Maristela Brunetto e Jhefferson Gamarra | 16/05/2026 07:00
Riedel pede cautela em caso envolvendo Flávio
Governador durante evento ontem no Senac (Foto: Paulo Francis)

Guerra de narrativas - O governador de Eduardo Riedel (PSD) afirmou que vê com tranquilidade as denúncias e a repercussão envolvendo o pré-candidato Flávio Bolsonaro e a relação com o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, destacando que o momento político favorece disputas de narrativa. Segundo ele, em período pré-eleitoral, qualquer fato envolvendo suspeitas acaba sendo potencializado em meio à “guerra de narrativa”, muitas vezes antes da apuração completa dos fatos. Riedel disse que prefere analisar os acontecimentos com base em informações concretas, evitando discussões políticas superficiais.

A favor da CPI - Durante a entrevista, o governador defendeu que cabe a Flávio esclarecer os fatos “com transparência e assertividade”, explicando o que ocorreu e o que ainda está em andamento. Riedel também avaliou que há pessoas se aproveitando do caso para construir narrativas políticas e ressaltou que não acompanhou toda a evolução do assunto porque estava no interior do estado. Por fim, afirmou que, se a instalação de uma CPI sobre o caso Master ajudar a esclarecer os pontos levantados, ela deve ser realizada.

Baixa na prefeitura - Militante LGBTQIA+, Cris Stefanny anunciou exoneração do cargo de assessora da Prefeitura de Campo Grande alegando “esvaziamento institucional”, falta de estrutura para políticas de direitos humanos e divergências com decisões recentes da gestão. Ela afirma que havia pedido saída em março, mas permaneceu após promessa de reestruturação da área, o que, segundo diz, não ocorreu.

Revoltada - Na nota, Cris critica a Lei Municipal 7.615/2026, que restringe banheiros femininos a “mulheres biológicas”, classificando a norma como inconstitucional e contrária ao entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre identidade de gênero. Ao justificar a saída, afirma que permanecer no cargo contrariaria sua trajetória na defesa da população trans e dos direitos humanos.

Menos poesia – O vereador Ronilço Guerreiro apertou o secretário de Fazenda, Issac José de Araújo, em audiência sobre o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Ele disse que queria dados, com números e possibilidades, disse que esperava uma discussão objetiva e menos poética sobre a situação orçamentária. De resposta, ouviu de Araújo que assumiu a pasta em janeiro e havia esforço para equalizar receitas e despesas, mas admitiu que não tinha tantos números quanto esperava o parlamentar.

Super aluguel - A Defensoria Pública vai pagar R$ 92,9 mil por mês para alugar um prédio no Centro de Campo Grande, próximo à Praça do Artesão. O contrato, publicado nesta quinta-feira (15), prevê gasto total de R$ 5,57 milhões em cinco anos. O imóvel fica na Rua Barão de Melgaço e será usado para abrigar uma unidade da Defensoria Pública estadual. O valor anual da locação chega a R$ 1,1 milhão.

Grana no rodeio - O Governo de Mato Grosso do Sul liberou R$ 300 mil para ajudar na realização do 10º Campeonato de Montarias em Touros de Taquarussu, evento marcado entre os dias 14 e 17 de maio no Parque de Exposições José Modesto Dias. O Estado vai bancar mais da metade do custo do evento.

Contra o teto - A Câmara Municipal de Tacuru teve as contas de 2024 julgadas irregulares após vereadores receberem salários acima do teto constitucional. O então presidente da Casa, Anderson Maciel Marques, recebeu multa de 50 Uferms, cerca de R$ 2,6 mil. O TCE-MS também recomendou concurso para controlador interno e cobrou mais transparência nos pagamentos e documentos da Câmara.

Lotação máxima - Um contrato emergencial firmado em 2023 para transporte escolar em Sidrolândia, no valor de quase R$ 4 milhões, foi considerado irregular após auditoria apontar veículos superlotados, falta de documentos e falhas na fiscalização. O tribunal entendeu que a prefeitura não comprovou adequadamente a situação de emergência usada para justificar a contratação sem licitação e aplicou multa ao então gestor Rodrigo Borges Basso.

Sem jaleco efetivo - A Prefeitura de Sete Quedas foi alvo de apontamentos após usar contratos e credenciamentos em 2024 para manter médicos na rede pública sem concurso. O caso envolve R$ 2,29 milhões em contratos firmados pelo Fundo Municipal de Saúde. O tribunal também criticou o transporte de pacientes feito com cobrança de valor único, sem considerar a distância das viagens, e recomendou concurso público para preencher cargos efetivos de médicos.

Curto-circuito - Escolas da primeira infância em Paranhos apresentaram falhas elétricas, problemas sanitários e deficiência na manutenção predial durante auditoria feita entre 2021 e 2024. O TCE-MS determinou que a prefeitura faça correções urgentes e melhore o planejamento de obras e reformas para evitar novos problemas estruturais nas unidades escolares.

Vaquinha - João Henrique Catan oficializou o início da arrecadação para tentar viabilizar candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul em 2026. Em vídeo e texto divulgados nas redes sociais, o deputado estadual do PL aposta no discurso conservador, na defesa da família e no enfrentamento ao sistema político tradicional. “Eles têm a máquina. Nós temos a verdade e a força da união”, afirmou.