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Telegram é a velha nova sensação na política regional

Por Anahi Zurutuza, Nyelder Rodrigues e Raul Delvizio | 02/02/2021 06:00
Imagem de celular que migrou para o Telegram (Foto: Divulgação)
Imagem de celular que migrou para o Telegram (Foto: Divulgação)

Telegram – Será a pandemia? Uma coisa é fato. O isolamento fez muita gente aderir às redes sociais, até os mais resistentes às tecnologias. Nos últimos dias, não param de aparecer adesões ao Telegram, ferramenta similar ao WhatsApp, mas que avisa aos já usuários a chegada de novos membros. Nessa segunda-feira, foi a vez do ex-governador, André Puccinelli dar as caras no App.

Deu a lógica – Nem as retiradas de candidaturas dos senadores Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Lasier Martins (Podemos-RS) e Major Olimpio (PSL-SP), declarando apoio minutos antes da eleição à Simone Tebet, livrou a sul-mato-grossense da derrota nas urnas. Rodrigo Pacheco recebeu 171% de votos a mais. Em seu discurso, Kajuru culpou o então presidente Davi Alcolumbre por oferecer a vice-presidência do Senado ao MDB em troca da saída pela tangente da disputa. "O que fizeram com a Simone Tebet não tem cabimento", disparou Kajuru.

Emoção x razão – Antes da renúncia, Olímpio também agradeceu diretamente o apoio de outra senadora sul-mato-grossense, Soraya Thronicke, dizendo que ela poderia seguir o voto que o coração pedia, mas preferiu acompanhar o PSL e fortalecer Olímpio.

Agora deu certo – Mesmo com problemas na contagem dos votos em 2019, Nelsinho Trad foi novamente o responsável pelo cálculo em 2021, mas dessa vez tudo deu 100% certo. Durante a votação, Nelsinho seguiu chamando a atenção pela irreverência ao brincar com colegas ao ver, pelo telão, o senador Marcelo Castro (MDB) ir votar com máscara e escudo facial. "Olha o Marcelo Castro, parece um astronauta".

Pula, pulou – Enquanto fazia a contagem dos votos, outros senadores brincavam que Nelsinho queria matá-los do coração. Questionado sobre sua especialização médica, ele revelou ser urologista. "Vish", respondeu um parlamentar. "O Cid [Cid Gomes, senador pelo Ceará] chegou até a levantar", disse Nelsinho, arrancando risos.

Repercutiu – Após uma policial militar fazer pedido de casamento surpresa em plena tarde de domingo à namorada, a repercussão da "operação noivado" não pareceu agradar os mais conservadores. Além de quase 400 mil leituras no Campo Grande News, o WhatsApp ficou coalhado de frases do tipo: "pouca vergonha". Isso sem falar de certos comentários irados na nossa página do Facebook.

Duas mulheres? – O problema é que a maioria taxou a declaração por se tratar de um casal de lésbicas. Outros reclamaram do uso de dinheiro público (veículo de patrulha e combustível) e tempo de serviço que deveria estar sendo empregado na ronda. Vale lembrar que, além de ter a autorização pelo Comando-Geral da PMMS, a "operação noivado" não levou mais do que 15 minutos. E durante o horário de almoço.

Dois pesos – Em 2019, o Lado B do Campo Grande News fez matéria semelhante, mas tratando de casal heterossexual. No caso, um homem pediu ajuda da PM para fingir uma prisão por tráfico de drogas, mas por fim o apaixonado revelava ser uma pegadinha para pedir a amada em casamento. Na época, 99% dos comentários foram positivos, apesar do mesmo gasto com tempo e dinheiro público.

Silêncio – Desde que o presidente do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Carlos Eduardo Contar, criou comissão para elaborar proposta de "padronização do vestuário" dos servidores de quatro setores, o Judiciário está em silêncio.

Quanto custa? – No mesmo dia da publicação em Diário Oficial da nomeação dos funcionários que serão responsáveis por "pensar" nos uniformes para vestir os colegas, o Campo Grande News enviou e-mail questionando a Corte sobre qual a justificativa para fazer tal investimento e o quanto pretende gastar. Quatro dias se passaram, e nada.

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