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Arquitetura

Arcos e pedras gigantes criam “Grécia Pantaneira” dentro de casa

O "antes e depois" do espaço provam como algumas soluções são bacanas para ter água em casa, mesmo sem piscina

Por Thailla Torres | 13/10/2021 09:33
Espaço amplo e funcional da mostra tem soluções bacanas para mescla de estilos e funcionalidades. (Foto: Kísie Ainoã)
Espaço amplo e funcional da mostra tem soluções bacanas para mescla de estilos e funcionalidades. (Foto: Kísie Ainoã)
Acredite, esse era o antes do espaço, até a chegada da mostra de arquitetura ao casarão. (Foto: Thailla Torres)
Acredite, esse era o antes do espaço, até a chegada da mostra de arquitetura ao casarão. (Foto: Thailla Torres)

Quando o Lado B esteve em 2019 no casarão de estilo mediterrâneo da década de 70, que em 2021, abrigaria a 6ª edição da Casacor Mato Grosso do Sul, um dos grandes questionamentos era o que seria feito com a piscina que ali existia e estava bem deteriorada. A mostra abriu as portas sem ela, porém, trouxe soluções para quem está longe do mar ou da piscina, mas deseja o frescor da água no jardim ou até dentro da casa.

É o caso do espaço Átrio Bodoquena, assinado pela arquiteta Deborah Nazareth e a paisagista Gisele Viana, que mantiveram os arcos, principal identidade da casa, que hoje abraçam a praça integrada ao restaurante.

Espelho d'água foi uma das soluções para trazer a sensação dos rios e da água do Mediterrâneo. (Foto: Kísie Ainoã)
Espelho d'água foi uma das soluções para trazer a sensação dos rios e da água do Mediterrâneo. (Foto: Kísie Ainoã)
Com cascata, o espelho d'água proporciona conforto térmico, sonoro e visual. (Foto: Kísie Ainoã)
Com cascata, o espelho d'água proporciona conforto térmico, sonoro e visual. (Foto: Kísie Ainoã)

Ali, o paisagismo cria sensações por meio de ervas aromáticas como alecrim, hortelã e manjericão, que exalam aromas. Oliveiras, romã e lavandas trazem a essência do mediterrâneo encontrado no estilo, segundo a arquitete. Já a costela de Adão e a planta guaimbê em um dos cantos remetem ao tropicalismo.

“O nosso paisagismo é muito híbrido, porque a tendência da arquitetura é essa mistura de culturas, seja no paisagismo ou no design. Então, buscamos uma mistura sul-mato-grossense, no sentido de transformar aquele espaço na nossa Grécia Pantaneira”, destaca a arquiteta.

Ao lado direito, um dos monolitos que vieram de Bodoquena e se destacam no espaço aberto. (Foto: Kísie Ainoã)
Ao lado direito, um dos monolitos que vieram de Bodoquena e se destacam no espaço aberto. (Foto: Kísie Ainoã)

Um dos maiores destaques da praça ou jardim, como também é chamado por alguns visitantes, são os ‘monolitos’, as pedras gigantescas que vieram da Serra de Bodoquena, através da nova marca sul-mato-grossense Drimo Stone. Com suas formas orgânicas, são um belo contraste com a arquitetura de linhas retas do local. “Essas pedras têm formas totalmente orgânicas, ou seja, que são formas elaboradas pela própria natureza”.

E esse foi também o ponto de partida para manter a água muito presente no mediterrâneo e no nosso Estado, usando como solução o espelho d’água, que pode ser atravessado por um monólito também. Nele, seixos – fragmentos de rochas – rolados lembram o leito de um rio, enquanto uma cascata garante tranquilidade e ajuda a refrescar o ambiente.

“Por isso, meu ponto de partida também foi manter a essência mediterrânea e a origem dos arcos, pintando logo tudo de branco para trazer essa origem à tona”.

O espelho d’água também é uma representação, tanto do Mediterrâneo, quanto da natureza sul-mato-grossense. “Porque o Mediterrâneo tem mar, já o nosso ‘mar’ é o Pantanal, Bonito, Bodoquena e inúmeros rios que temos pelo Estado. Então, foi para criar uma conexão com os nossos rios. Já a cascata é o sonoro”.

Em razão disso, surgiu o nome Átrio Bodoquena. “Átrio é o pátio central das casas gregas e romanas, e Bodoquena veio em homenagem às pedras que vieram de lá”.

Restaurante Mar de Xaraés, quase todo branco trazendo essência do Mediterrâneo. (Foto: Denilson Machado)
Restaurante Mar de Xaraés, quase todo branco trazendo essência do Mediterrâneo. (Foto: Denilson Machado)
Branco foi 'quebrado' com o uso da madeira regional. (Foto: Kísie Ainoã)
Branco foi 'quebrado' com o uso da madeira regional. (Foto: Kísie Ainoã)

Mar de Xaraés – O paisagismo, as pedras e água foram elementos muito fortes para trazer uma confortável sensação térmica de um ambiente aberto e um conforto visual para quem caminha, passa pelos arcos e chega ao restaurante batizado de “Mar de Xaraés” por Deborah.

O restaurante Mar de Xaraés, operacionalizado pela 067 Vinhos, combina elementos da cultura europeia e regional de Mato Grosso do Sul. Características mediterrâneas do imóvel também foram preservadas ali, como os arcos que serviram de inspiração para a arquiteta, que também desenhou a adega curva para acomodar rótulos produzidos pela empresa.

Mesas amplas e lounges convidam os visitantes ao prazer de estar e contemplar o ambiente. No centro do restaurante, o bar com revestimento espelhado, da designer italiana Paola Navone, traz personalidade com requinte, tendo ainda obras de arte que simbolizam novamente os rios e o movimento das águas, como a obra exclusiva para a mostra, feita pela artista plástica Isabê e quadros do Simão, que trazem uma arte primitiva e trabalham com elementos do Pantanal. Outro contraste é com a madeira, feita por Renata Tavares, que também são móveis elaborados com troncos que caem na natureza naturalmente.

“Com mobiliário espaçado, o lugar foi pensado para que houvesse mais conforto, funcionalidade e ao mesmo tempo, garantisse um olhar para o jardim aberto e a observação das belezas formadas pela própria natureza”.

Obras de arte internacionais e também regionais compõem um dos ambientes do restaurante. (Foto: Kísie Ainoã)
Obras de arte internacionais e também regionais compõem um dos ambientes do restaurante. (Foto: Kísie Ainoã)
Mesa da Renata Tavares também é destaque no ambiente. (Foto: Kísie Ainoã)
Mesa da Renata Tavares também é destaque no ambiente. (Foto: Kísie Ainoã)
Ali, o paisagismo cria sensações por meio de ervas aromáticas como alecrim, hortelã e manjericão, que exalam aromas. (Foto: Denilson Machado)
Ali, o paisagismo cria sensações por meio de ervas aromáticas como alecrim, hortelã e manjericão, que exalam aromas. (Foto: Denilson Machado)

Como visitar a Casacor MS – A mostra é aberta a todos os público e funciona das 16h às 22h, de terça a sexta-feira; das 13h às 22h aos sábados e das 13h às 20h aos domingos.

O ingresso para entrar na mostra é R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada). O ingresso pode ser comprado pelo site (clique aqui) com opções de horários reservados para evitar aglomerações. O uso de máscara é obrigatório nos ambientes da mostra.

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