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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Junho de 2019

29/05/2019 08:25

Com fio náutico, cachepô de crochê é decoração para transformar jardins

O que começou como uma terapia hoje é uma fonte de renda extra para a analista Thaís Portillo

Alana Portela
O cachepô é uma decoração fofa para colocar as plantas (Foto: Arquivo pessoal)O cachepô é uma decoração fofa para colocar as plantas (Foto: Arquivo pessoal)

Não é de agora que a técnica de crochê vem ocupando espaço nas decorações de casa. Seja em forma de tapete, toalha, roupas, enfeites, esse trabalho artesanal é arranjo alternativo e fofo para deixar qualquer ambiente mais descontraído. Em Campo Grande, a analista de desenvolvimento agrário, Thaís Portillo, resolveu apostar no trabalho com agulha especial, fazendo cachepô com fios de malha e náutico para colocar plantas suculentas. A ideia é embelezar sua residência e lidar com o estresse do dia a dia.

“Comecei fazendo vasinhos. Sou funcionária pública federal, e o estresse do dia a dia é intenso, então precisava de algo que me relaxasse e surgiu um produto feito por mim. Faço eles em torno de uma hora. Geralmente uso algum tempo das noites e algumas horas dos fins de semana para me dedicar a criação. Chamo isso de terapia porque é meu momento de relaxar”, conta.

Além dos cachepôs, Thaís também faz bolsas de crochê (Foto: Arquivo pessoal)Além dos cachepôs, Thaís também faz bolsas de crochê (Foto: Arquivo pessoal)

Thaís mora em Campo Grande há pouco mais de um ano. Veio de Brasília com o esposo e com a filha de sete anos, Julia. As técnicas de crochê, aprendeu um pouco com sua mãe, mas foi com a ajuda da internet que se aperfeiçoou “As novas técnicas estão disponíveis na internet, ali aprendi novos pontos e conheci novos materiais. Para fazer o cachepô, prefiro usar o fio náutico com o fio de malha porque não encharca a planta. Assim absorve quando a gente rega”, explica.

Ela conta sobre o outro motivo de usar os tipos de fios para o trabalho. “O fio de malha é a reutilização do que a indústria têxtil não aproveita, são as sobras da produção, por isso é um crochê que tem uma cadeia de produção sustentável. Já o fio náutico é sintético, de polipropileno, outra opção é o de poliéster e bem leve”, destaca.

A analista relata que no começo, os cachepôs eram feitos apenas por hobby e para presentear as amigas. Contudo, o trabalho fez sucesso e hoje ela comercializa. “Me pediram para vender e virou uma fonte de renda extra. Passei a vender nesse ano, mas aceito poucas encomendas porque se não deixa de ser terapia”, disse.

Os cachepôs são feitos em várias cores (Foto: Arquivo pessoal)Os cachepôs são feitos em várias cores (Foto: Arquivo pessoal)
O cachepô é produzido com fio náutico e de malha (Foto: Arquivo pessoal)O cachepô é produzido com fio náutico e de malha (Foto: Arquivo pessoal)

As linhas para fazer o trabalho são encomendadas de São Paulo e geralmente, os cachepôs são feitos no tamanho de dez centímetros de base e 12 centímetros de altura, mas depende do vaso. “O fundo deles é produzido com pé de ponto baixo, o restante faço em ponto baixo centralizado, ponto alto, meio ponto alto, ponto avelã”, conta Thaís sobre as técnicas usadas.

Os pés de ponto baixo é um tipo de entrelaço fechado, que serve para criar uma base resistente. O ponto baixo centralizado dará um acabamento mais firme a peça que está sendo produzida. Durante a mão de obra é usado o ponto alto, que é uma técnica mais aberta para ir moldar o trabalho, enquanto o ponto avelã dá um ar mais suave e delicado.

Os cachepôs também podem ser usados como organizadores de porta lápis e pincéis de maquiagem. O trabalho é ideal para colocar as plantas suculentas, que são pequenas e armazenam água. “Elas precisam de um vaso normal para serem plantadas. O cachepô é a decoração desse vaso. Não pode ir terra, pois a trama do crochê vai deixar a terra vazar, principalmente ao regar”, relata.

Júlia tem sete anos é filha de Thaís e começou a aprender as técnicas de crochê (Foto: Arquivo pessoal)Júlia tem sete anos é filha de Thaís e começou a aprender as técnicas de crochê (Foto: Arquivo pessoal)

Por ser um trabalho manual, as peças variam de R$ 25 a R$ 65. Thaís também sabe fazer bolsas de praia e criou uma caixa organizadora para colocar chaves e celulares. “A gente normalmente chega em casa e coloca a chave ou o celular em qualquer canto. Mas aqui é diferente, tem lugar pra tudo”, afirma.

Aproximação - A mãe de Thaís mora em Londrina – PR, e por ela ter influenciado no seu primeiro contato com a técnica de crochê, a analista fala que toda vez que pega a agulha e linha se sente mais perto dela. “Lembro da minha mãe me ensinando e hoje ensino minha filha, que começou a duas semanas e está aprendendo as correntinhas e ponto baixo”, disse.

O hobby de Thaís também funciona como terapia para a filha de sete anos. “Serve para crianças que vivem aceleradas com jogos eletrônicos e escola integral. Sempre estimulo o artesanato pra ela desopilar da escola e não viciar na internet. Dessa forma os laços de mãe e filha se tornam mais fortes”, destaca.

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Thaís e a filha Júlia agora fazem crochê juntas (Foto: Arquivo pessoal)Thaís e a filha Júlia agora fazem crochê juntas (Foto: Arquivo pessoal)



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