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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019

13/12/2018 07:53

Prédio era o sonho de Mário de morar nas alturas, com um andar para cada filha

Com disciplina e determinação, Mário e a esposa Ivete juntaram dinheiro transformar a casinha de vila em que moram desde dos anos 80

Kimberly Teodoro
Prédio de 4 andares foi a realização do sonhe de Mário de morar perto das nuvens (Foto: Kimberly Teodoro)Prédio de 4 andares foi a realização do sonhe de Mário de morar perto das nuvens (Foto: Kimberly Teodoro)

A construção de 4 andares é vista de longe e chama a atenção de quem passa pelao bairro. Entre as casinhas do Coophatrabalho está o prédio do professor de Matemática aposentado, Mário Oshiro, de 70 anos, da esposa Ivete, de 64, e das duas filhas, cada uma com o próprio andar na estrutura feita sobre a casinha de vila comprada pelo casal em parcelas, ainda na década de 1980.

Morar perto das nuvens sempre foi o sonho de Mário, que há quase 40 anos no mesmo bairro nunca pensou em se mudar, conquistado pela a tranquilidade do bairro, água encanada, luz, asfalto e esgoto, que na época da compra da casa era um luxo que poucos bairros tinham. O jeito foi reformar a estrutura original, que ainda faz parte da construção, para dar um pouco mais de conforto à família e de bônus ganhar uma vista privilegiada do bairro inteiro.

Prédio de 4 andares se destaca entre as casas de vila e chama a atenção de quem passa pela região (Foto: Kimberly Teodoro)Prédio de 4 andares se destaca entre as casas de vila e chama a atenção de quem passa pela região (Foto: Kimberly Teodoro)
No quintal, a parte base do prédio ainda é a casa original, sem alteração nenhuma na estrutura (Foto: Kimberly Teodoro). No quintal, a parte base do prédio ainda é a casa original, sem alteração nenhuma na estrutura (Foto: Kimberly Teodoro).

Oshiro calcula ter gasto mais R$ 400 mil na obra, orçada em R$ 100 mil quando as obras começaram em 2010. Um dinheiro economizado ao longo de uma vida de trabalho, disciplina e a organização necessária a quem quer melhorar de vida junto com o outro. O planejamento foi feito com cuidado desde a quitação da casa há mais de 20 anos atrás. Uma realização que para Mário não teria sido possível sem o apoio e companheirismo da esposa Ivete. Funcionária pública federal, ele conta com orgulho o sucesso da esposa, que tem o maior salário da casa.

Uma das grandes dificuldades em realizar o projeto foi encontrar um engenheiro que topasse a complexabilidade do sonho do casal, que com pouco espaço queria ampliar a casa, e na cabeça de Mário, a única forma de fazer isso era construindo para cima, desafio que foi aceito por um único profissional da cidade, "Ouvi de muita gente que não era possível, mas mantive a ideia original de ter 4 andares na casa até encontrar alguém que fosse capaz de realizar", conta Mário.

Durante a construção foram quase 200 sacos de cimento só no começo da obra, que chegaram a quase 500 sacos mais tarde e uma quantidade incalculável de areia e pedras, com pouco espaço no próprio quintal, a obra só foi possível com a ajuda de um vizinho que ofereceu o terreno para que os caminhões descarregassem o material de construção.

Com o projeto pronto, cada membro da família tem o próprio andar com cômodos de 10 metros de largura por 5 comprimento, medidas originais da casa, além da garagem e do quintal com edicula nos fundos.

O que tornou o sonho possível foi a parceria do casal (Foto: Kimberly Teodoro)O que tornou o sonho possível foi a parceria do casal (Foto: Kimberly Teodoro)

Os dois se conheceram ainda na faculdade, no curso de Ciências Exatas da extinta Fucmat (Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso), romance que começou sem pretensões, Mário namorada uma amiga de Ivete e por algum tempo os dois foram apenas conhecidos. Mesmo assim o destino os manteve perto e cerca de 3 anos depois, eles se reencontraram nos corredores do já pelo fim do curso e depois de ter certeza de que amiga já não tinha mais nada com ele, começaram a namorar.

Ivete conta que se encantou com a simplicidade e o jeito trabalhador de Mário, que na época já tinha um emprego estável e planos para o futuro, o casamento veio com 1 ano de namoro, em 1984, mesmo ano da compra da casa em que juntos criaram raízes, com uma vida inteira de amor e companheirismo, duas filhas e muitas realizações.

Hoje, com espaço de sobra, o casal preza pela convivência familiar e pela educação das filhas que são motivo de orgulho para os pais, Ivete diz que a principal preocupação sempre foi que as duas tivessem o direcionamento correto, para isso sempre foi muito aberta com elas, conversando sobre a própria história e mostrando as dificuldades de tudo o que conquistaram, para que com um conhecendo o próprio passado, elas possam ter um futuro melhor.

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Vista do terraço do prédio é privilegiada (Foto: Kimberly Teodoro)Vista do terraço do prédio é privilegiada (Foto: Kimberly Teodoro)


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