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Arquitetura

Projeto para avaliar obras no Forte Coimbra custará R$ 385 mil

O valor será gasto apenas no projeto, parte do conjunto de obras futuras para que a fortificação vire Patrimônio Mundial da Unesco

Por Lucas Mamédio | 09/07/2020 10:35
Forte Coimbra foi construído no período imperial para reforçar segurança na fronteira do País (Foto: Divulgação/Prefeitura de Corumbá)
Forte Coimbra foi construído no período imperial para reforçar segurança na fronteira do País (Foto: Divulgação/Prefeitura de Corumbá)

A empresa que fará o projeto de intervenção do Forte Coimbra, em Corumbá, já foi contratada pelo Iphan-MS (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Mato Grosso do Sul). O valor do investimento, segundo o Instituto, é de aproximadamente R$ 385 mil.

De acordo com o arquiteto do Iphan-MS, André Samambaia, a instituição contratou uma empresa especializada e fará todo o acompanhamento da execução do projeto. “As condições do prédio estão relativamente boas, nada urgente precisa ser feito, mas algumas adequações precisam sim serem realizadas no futuro, levando em conta, principalmente, que concorremos ao título de Patrimônio Mundial pela Unesco”.

O projeto deve apresentar uma melhor readequação dos espaços internos e do uso do Forte para visitações, assim como trabalhos na rede de reservatórios de água e nas instalações elétricas. Com previsão de que todo o projeto seja entregue em dez meses, a intenção do Iphan-MS é fornecer os elementos necessários para a realização de futuras obras no Forte.

Candidatura a Patrimônio Mundial - Em 2016, o Iphan apresentou à Unesco a candidatura do Conjunto de Fortificações do Brasil a título de Patrimônio Mundial junto de 19 edificações, fortes e fortificações construídas entre os séculos XVI e XIX. O Instituto ainda aguarda uma visita de técnicos da Unesco esse ano para avaliar o Forte Coimbra.

História - O Forte de Coimbra foi o primeiro a ser erguido a partir de uma ordem da Coroa Portuguesa para a construção de fortificações militares em alguns pontos do rio Paraguai, a partir de 1775. Durante a Guerra do Paraguai (1864 a 1870), teve papel importante nas batalhas travadas, sendo fundamental para a consolidação da fronteira oeste do Brasil.

O Forte pertence ao Exército Brasileiro e é mantido pela 3ª Companhia de Fronteira, unidade militar da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira/Comando Militar do Oeste. Trata-se de um representante da arquitetura militar portuguesa do século XVIII nos sertões ocidentais brasileiros. Além disso, é um testemunho da ocupação do território nacional no período de guerras e indefinições.

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