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Artes

Até túmulo vira história em ficções que Victor criou para falar da cidade

Ele escreve livros apresentando histórias de aventura, mistério e sempre com um embasamento científico para reforçar teoria

Por Alana Portela | 18/02/2020 08:00
Cemitério Santo Antônio está entre as ficções de Victor. (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Cemitério Santo Antônio está entre as ficções de Victor. (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Victor Valdes é escritor e através de livros, resolveu apresentar Campo Grande aos leitores. Com mistérios e aventura, ele fez até um túmulo do Cemitério Santo Antônio se tornar um local de reflexão e histórias, fazendo todos pensarem quem era a pessoa que agora está na Avenida da Consolação, sem número.

“A história surgiu porque fiz uma visita ao local e encontrei uma lápide, sem nada escrito e imaginei algo sobre aquilo. Criei uma divagação, no qual o personagem está passando pelo caminho e o carro estraga. Enquanto aguarda ajuda, resolve entrar no cemitério e vê o túmulo. Nisso, tem uma visão do que aconteceu há 60 anos e começa a imaginar quem era a pessoa enterrada alí”, explica.

O nome do livro também faz referência ao primeiro capítulo da antologia inventada por Victor, “Avenida da Consolação Sem Números e Outras Histórias”. Essa é a segunda obra pronta, mas o autor quer lançar ainda em setembro deste ano. Outro ponto que também foi parar na obra é o Parque das Nações Indígenas.

Victor Valdes segurando o seu primeiro livro lançado "Fata Morgana". (Foto: Divulgação)
Victor Valdes segurando o seu primeiro livro lançado "Fata Morgana". (Foto: Divulgação)

“Nesse, uma pessoa descobre o segredo na torre de alvenaria que tem dentro do parque e chama Praça Arabatana. Outro capítulo é sobre o fim dos tempos. Esse acontece porque uma pessoa que trabalha no hospital e esquece de tirar o uniforme, e desce no Terminal Guaicurus. Nisso, vai contaminado todo mundo com vírus”, diz.

O que não falta para Victor é imaginação, principalmente na hora de colocar uma boa história no papel. “As ideias vão surgindo. Sempre fui facionado por cinema, ficção e até quando vejo filmes pela primeira vez consigo imaginar o que vai acontecer na trama. Consigo fantasiar as coisas e tento descrever a cena”.

O autor conta que sempre gostou de ler, adora as obras de Stephen King e resolveu se inspirar nele para criar trabalhos regionais. “Ele escreve sobre o local onde vive e como gosto de Campo Grande, quis fazer o mesmo. É uma forma de me aproximar dos leitores, pois também gosto da cultura daqui”, afirma.

A paixão pela leitura começou na infância e hoje conscilia a escrita com a profissão de auxiliar administrativo. “Minha mãe sempre me incentivava a ler revistas em quadrinhos. Lembro-me da época que estava na 4º série, os professores liam histórias pra gente. Teve um período que me afastei, mas voltei a ler por incentivo da minha noiva, Isabele Pestana”.

Fata Morgana é uma ficção científica e se passa Campo Grande. (Foto: Arquivo pessoal)
Fata Morgana é uma ficção científica e se passa Campo Grande. (Foto: Arquivo pessoal)

Seu trabalho sempre conta com um embasamento científico. “Para não viajar muito, tenho que encontrar embasamentos e faço pesquisas, com pessoas que entendem de física, cultura pop”.

O primeiro livro escrito por Victor foi “Fata Morgana”. A obra é de 2016 e está disponível na Editora Multifoco da Capital. “Nela, uma pessoa de Campo Grande cai num buraco de minhocas e vai parar num universo paralelo, onde existem outras realidades. Ele tenta voltar para a casa”, comenta o autor sobre o trabalho.

Esse livro surgiu através de uma ideia que começou quando Victor tinha 14 anos. “Foi quando passei numa conveniência e vi uma construção abandonada. Lembro que pensei como seria se fosse outro mundo”, recorda.

Agora, além de se preparar para o próximo lançamento de “Avenida da Consolação Sem Números e Outras Histórias”, já está escrevendo o volume 2 de “Fata Morgana”, para resolver algumas coisas que não foram esclarecidas no primeiro livro.

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