Contos que retratam o Vale do Ivinhema serão tema de bate-papo literário
Para participar, não é necessária a leitura integral do livro
O livro de contos “Todos os nossos corpos”, do escritor Eusvaldo Rocha Neto, será o primeiro bate-papo do ano no Clube de Leitura do Sesc. O encontro está marcado para este sábado (28), a partir das 14h, na biblioteca do Sesc Teatro Prosa.
RESUMO
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O escritor sul-mato-grossense Eusvaldo Rocha Neto terá seu livro "Todos os nossos corpos" debatido no Clube de Leitura do Sesc Teatro Prosa, neste sábado (28), às 14h. O evento é aberto ao público e não exige leitura prévia completa da obra. A obra, publicada em 2025, aborda temas regionais do Vale do Ivinhema, explorando questões sociais como conflitos fundiários, desequilíbrio ecológico e fundamentalismo religioso. Segundo críticos, o autor apresenta uma "sutileza da brutalidade" em sua narrativa, mesclando tragédia e comédia em histórias que mantêm o leitor em constante tensão.
O clube é aberto às pessoas que se interessam por boas obras literárias. Para participar, não é necessária a leitura integral do livro.
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Eusvaldo é um escritor sul-mato-grossense e publicou essa obra em 2025, sendo a mais recente. Ele possui outros quatro livros de contos já publicados.
Na literatura, o autor apresenta temas sobre algumas regiões de Mato Grosso do Sul, com destaque para o Vale do Ivinhema, com narradores e personagens atuando em situações graves, em meio a questões fundiárias, desequilíbrio ecológico, luta de classes, banditismo, dependência química, famílias disfuncionais e fundamentalismo religioso, por exemplo.
Percepções - O escritor Henrique Pimenta, um dos responsáveis pelo clube de leitura, pontuou que a escrita de Eusvaldo caracteriza uma “sutileza da brutalidade”.
“Há muitos narradores embriagados, ou dopados, ou com problemas de ordem neurológica, e, portanto, pouco confiáveis, em histórias propositalmente ‘mal contadas’, chegando a situações-limite em que tragédia e comédia disputam espaço. E o leitor nunca sabe como será o desenrolar das histórias, o que só aumenta a tensão no decorrer da leitura. Tudo é suspeito. Todos são suspeitos. No mais, posso dizer que, no conjunto de seus cinco livros de contos, o autor apresenta um dos textos mais consistentes de MS”, pontuou
Silvio Santana de Souza, poeta e curador da Casa Fernando Pessoa, centro cultural de Campo Grande, resume como uma leitura profunda, engraçada e consciente.
“Para mim, foi uma leitura profunda, porém leve e de certo modo até bem humorada, das condições de uma população menos favorecida. Eusvaldo nos faz rir das desgraças alheias. Mas é um riso que nos leva à consciência de que a região retratada merece uma atenção especial dos órgãos públicos”, finalizou.
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