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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Julho de 2019

19/06/2019 18:20

Crítico de cinema e comentarista do Oscar, Rubens Ewald morre aos 74 anos

Internado há 25 dias, a saúde do comentarista do Oscar estava comprometida desde maio.

Kimberly Teodoro
Morre aos 74 anos o maior crítico de cinema do Brasil (Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS)Morre aos 74 anos o maior crítico de cinema do Brasil (Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS)

Conhecido pelo senso crítico e paixão pelo cinema, Rubens Ewald Filho morreu nesta quarta-feira (19), aos 74 anos, no Hospital Samaritano, em Higienópolis, São Paulo. Internado há 25 dias, a saúde do comentarista do Oscar estava comprometida desde maio, quando passou mal em um shopping da capital paulista.

O interesse de Rubens por cinema nasceu ainda na juventude, já aos 11 anos costumava fazer anotações sobre os filmes que assistia. A “memória de elefante”, costumava impressionar o público durante a transmissão do Oscar, citando as estrelas e astros da noite, oferecendo também um lista com o currículo artístico de cada um, além dos comentários ricos em cultura cinematográfica.

Importante nome da cultura, Rubens foi autor de novelas, ator e jornalista, editor, escreveu livros sobre cinema e a própria carreira, como “O Oscar e eu”, publicado em 2003 e também assinou a “livro de cabeceira” de todo o crítico da sétima arte, o “Dicionário de Cineastas”. Em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, criou a coleção “Aplauso”, que contava a trajetória de grandes nomes do cinema e do teatro brasileiro.

Como roteirista e autor, assinou adaptações de grandes obras literárias para as telinhas e novelas como “Éramos seis”, “Iaiá Garcia”, “Casa de Pensão”, “O Pátio das Donzelas”, “A Viuvinha”, “Um Homem muito Especial”, “Drácula, uma história de amor”, “Gina”, roteirizou os filmes “A Árvore dos Sexos” e “Elas São do Barulho”. Como ator, participou do polêmico filme “Amor, estranho amor” de Walter Hugo Khouri.

No teatro, dirigiu espetáculos como “Hamlet-Gasshô”, de Shakespeare, “Querido mundo”, de Miguel Falabella, e “O amante de Lady Chatterley”, de D.H. Lawrence.

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