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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Maio de 2017

09/03/2014 15:33

Museu abre temporada 2014 com intervenção e registro dos povos africanos

Elverson Cardozo
Uma das fotos de Pierre Verger. Uma das fotos de Pierre Verger.

A artista plástica Ana Ruas foi selecionada para participar da primeira Temporada de Exposições 2014 do Marco (Museu de Arte Contemporânea), que vai receber, também, as obras do fotógrafo, etnólogo, antropólogo e pesquisador francês Pierre Verger. A inauguração da mostra será realizada nesta quinta-feira (13), às 19h.

Ana Ruas vai realizar uma intervenção na sala de exposição do museu. Vai recriar os planos do ambiente usando apenas a cor. O trabalho, intitulado Plano B, deixará o visitante em dúvida sobre o que é real e o que é ilusão.

Já as obras do fotógrafo francês, que morreu 1996, integra a série “Nos Caminhos Afro”, que conta com fotografias em preto e branco. O trabalho - um retrato do que há de mais genuíno no continente - marca a terceira etapa de um projeto itinerante que deve percorrer quatro cidades brasileiras até 30 de novembro de 2014.

A exposição foi vista por mais de sete mil pessoas em Campina Grande, na Paraíba, onde ficou em cartaz durante três meses no MAC-UEPB (Museu Assis Chateaubriand) e em Teresina, no Piauí.

As imagens narram a proximidade de povos de origem afrodescendente com a África. Os registros revelam singularidades como o Tambor de Mina, no Maranhão; Xangô, em Pernambuco; Candomblé, na Bahia, além de feiras, mercados e festas populares.

A obra é resultado da vivência pessoal do fotógrafo-viajante, que já passou por mais de 20 países, em longas expedições, de 1932 a 1970.

Os artistas – Nascido em família europeia burguesa, Pierre Verger optou pela vida simples, diferente de sua origem. Longe de casa, dedicou-se integralmente à fotografia, à pesquisa e à religião de matriz africana.

Realizou, ao longo da vida, um trabalho fotográfico importante, baseado no cotidiano e na cultura popular de povos dos cinco continentes. Como pesquisador, escreveu diversos livros sobre cultura afro-baiana e a diáspora, voltando seu olhar de pesquisador para o candomblé, foco de interesse da sua obra.

Natural de Machadinho, Rio Grande do Sul, Ana Ruas vive e trabalha em Campo Grande desde 1996. A artista desenvolve trabalhos individuais, cria projetos de intervenções urbanas e de arte-educação.
Em 2011, inaugurou o Ateliê Ana Ruas, um espaço aberto que reúne artistas, curadores e profissionais de diversas áreas com propostas transdisciplinares.

Serviço - A primeira Temporada de Exposições no Marco estará aberta à visitação de até o dia 1º de junho de terça a sexta, das 12h às 18 horas. Sábados, domingos e feriados das 14h às 18 horas. O Museu fica na Rua Antônio Maria Coelho, nº 6000, no Parque das Nações Indígenas. Outras informações podem ser obtidas no telefone (67) 3326-7449.




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