Quem mora no Caiobá agora vende, compra e faz amigos na própria feira
Evento reúne 40 expositores, comida, verduras, música e lazer todas as quintas-feiras, a partir das 18h

RESUMO
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A Feira do Caiobá, criada há dois meses por iniciativa da moradora Pâmela Mayara, acontece toda quinta-feira, a partir das 18h, na Avenida Cachoeira, número 177, em Campo Grande. O espaço reúne 40 expositores com gastronomia, artesanato, legumes, verduras, música ao vivo e atrações infantis, atendendo moradores que antes precisavam se deslocar para outras regiões da cidade em busca de feiras.
Campo Grande ganha mais uma feira de bairro. Desta vez, a novidade chegou ao Caiobá há dois meses após pedidos de moradores da região, que precisavam se deslocar para outros bairros para encontrar esse tipo de comércio e lazer. Com 40 expositores, a Feira do Caiobá reúne gastronomia, artesanato, legumes, verduras, bebidas, doces, música ao vivo e atrações para as crianças. O espaço fica na Avenida Cachoeira, na altura do número 177.
O Lado B foi ver de perto a feira. Entre as barracas, o público encontrou opções como espetinhos, pastéis, crepes, hambúrgueres, bolos, açaí, doces e caldo de cana, além de outros produtos. A movimentação aumentou principalmente entre os moradores que foram conferir de perto a nova opção no bairro.

Apesar de pequena, a feira ocupa um ponto de fácil acesso, logo na entrada do Caiobá, depois da ponte que liga a região ao bairro. A proposta é atender principalmente os moradores que antes precisavam sair do Caiobá para encontrar feiras em outras regiões da cidade. Além das compras e da alimentação, o espaço também começa a funcionar como ponto de encontro entre vizinhos.
A programação também inclui opções para o público infantil, como o pula-pula e escorregador. Com a chegada da feira, o Caiobá passa a ter mais uma alternativa de comércio e lazer para os moradores, reunindo em um mesmo espaço alimentação, produtos, música e entretenimento. A iniciativa se soma a outras feiras que vêm ocupando diferentes regiões de Campo Grande e movimentando os bairros aos fins de semana.

Moradores - Moradora em frente ao local onde a feira é realizada, Luzinete Pedrosa, de 63 anos, acompanha a iniciativa desde o início. Para ela, as barracas trouxeram movimento a uma região do Caiobá que, segundo relata, tem poucas opções de comércio. Nesta quinta-feira (3), mais do que comprar, ela aproveitou a noite para circular e visitar vizinhos e amigos que passaram a vender produtos no espaço.
“Foi maravilhoso, porque aqui embaixo a gente era esquecido, não tinha comércio e precisava de uma feira. Antes, a gente tinha que ir para outros lugares para comprar, ir na feira do Tarumã e a do Coophavilla. Agora temos a nossa na quinta-feira à noite. E também virou uma oportunidade para os moradores trabalharem, porque muitos vizinhos montaram suas bancas aqui”, conta Luzinete.
Autônoma, Marceia Pereira, de 53 anos, foi conhecer a feira pela primeira vez acompanhada das netas. Ela já tinha ouvido falar do espaço e decidiu aproveitar a noite para passear, comer e também fazer algumas compras para casa.
“Hoje é a primeira vez que eu venho conhecer a feira. Já tinha ouvido falar e resolvi trazer minhas netas também. Com certeza, o bairro estava precisando de uma opção assim, porque é um espaço para passear, comprar e encontrar as pessoas. Quero comer um pastel ou um espetinho e também levar legumes e verduras para casa. Está muito bonito e ótimo”, afirma Marceia.
Feirantes - Entre os comerciantes que encontraram na feira uma nova vitrine está Thais Cristina, de 30 anos, técnica de enfermagem e responsável pelo Big Crep. Para ela, o movimento ajuda não só nas vendas, mas também a dar mais visibilidade aos pequenos negócios do Caiobá e à própria região.

“Está sendo ótimo porque bastante gente está aparecendo, conhecendo a feira e também os empreendimentos do bairro. Os vizinhos estão gostando e isso ajuda muito quem é da comunidade e está tentando crescer. Aqui a gente vende crepe suíço, doce e salgado, com preços de R$ 15 a R$ 22”.
Sueli Lopes Rezende, dona de casa, também passou a trabalhar na feira depois que soube da iniciativa. Para ela, o espaço atende a uma demanda antiga do bairro e virou, além de oportunidade de venda, um lugar para reencontrar conhecidos. Na barraca, oferece açaí e pastéis fritos na hora.
“Está uma delícia a nossa feirinha. É um passeio, a gente encontra pessoas que fazia tempo que não via. O bairro estava precisando, fazia muito tempo que não tinha feira. Estou vendendo pastel de R$ 5 e de R$ 10, bem recheado, e a procura está boa. Não posso reclamar”.
Juliana Cardoso de Araújo, de 35 anos, também aderiu à feira após ser chamada pela organização. Para ela, a iniciativa chegou em boa hora e tem atraído moradores interessados em comprar produtos frescos sem precisar sair da região.
“Eu achei a feira muito bacana. As pessoas são muito legais, todo mundo trata a gente muito bem e isso deixa o ambiente mais gostoso para trabalhar. Aqui tem alface, cheiro-verde e pacotinhos de legumes por R$ 5. A laranja e a uva saem por R$ 12. Para mim, está ótimo”.
Criação - A feira nasceu de uma iniciativa da própria comunidade. Moradora do Caiobá, Pâmela Mayara, de 31 anos, decidiu criar o espaço após perceber que a região não tinha uma feira regular.

Prestes a completar três meses, o evento reúne atualmente 40 expositores, com prioridade para moradores que já trabalham com comércio, gastronomia ou serviços no bairro. As barracas oferecem frutas, verduras, pães, pastel, churrasco, bolos, roupas e brinquedos, além de apresentações musicais em algumas edições.
“Eu pensei: vou montar uma feira, porque não tinha mais nenhuma aqui na região. Saí conversando com o pessoal e fomos montando. Dei preferência para quem mora aqui e já tem o próprio comércio, porque queria fortalecer essas pessoas. A comunidade recebeu muito bem, muita gente fala que faltava um lugar para trazer as crianças, passear e se divertir".
A feira será realizada de forma fixa todas as quintas-feiras, a partir das 18h, na Rua Cachoeira do Campo, nº 177, no Portal Caiobá.
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