Aos 6 anos, Zé da Paçoca brinca de vendedor e faz sucesso na feira
Mini empreendedor vende cerca de 100 paçocas por sábado e guarda cada real para viajar de avião até a praia

Aos 6 anos, José Lucas de Souza Cavalcante já é conhecido entre os feirantes do Guanandi como "Zé da Paçoca" e faz sucesso por lá. O pequeno se diverte vendendo o doce para quem passa na feira. Apesar da brincadeira, para ele o "trabalho" é sério. O mini empreendedor sonha em juntar dinheiro para viajar de avião até a praia.
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Quem acompanha tudo de perto é o pai, Lucas Cavalcante da Silva, de 32 anos, que trabalha na feira há anos e viu o lado vendedor do filho aparecer por acaso, durante uma das aventuras de José pelo bairro.
"Ele começou brincando com uns pacotes de areia e arroz que eu fiz para serem a carga da carreta dele. Aí um amigo feirante quis comprar um pacote. Antes de vender, ele veio me perguntar se podia. Perguntei se o rapaz sabia que era areia, ele disse que sim, então autorizei vender por R$ 2", lembra, aos risos.
Mas o primeiro cliente despertou algo inesperado no menino. "Quando ele saiu da banca desse rapaz, já ativou o modo vendedor e começou a oferecer os pacotes para todo mundo que passava na feira."
Empolgado com a experiência, José passou a insistir em acompanhar o pai nas feiras seguintes. Foi então que Lucas teve uma ideia: substituir os pacotes de brincadeira por paçocas.
"Eu falei que compraria paçoca para ele vender. Arrumei os pacotes e ele ficou muito feliz. Hoje ele conta os dias para chegar à feira e fala para todo mundo que tem um trabalho, que é vender paçoca." O pequeno comerciante já tem rotina de gente grande. Leva cerca de 100 paçocas para vender e, segundo o pai, normalmente termina o estoque antes das 19h.
Quando volta para casa, faz questão de cuidar das próprias finanças. "Eu passo o dinheiro para ele, pego a carteira e guardo. Depois dou para ele colocar o dinheiro dele. O foco é juntar para realizar o sonho de ir para a praia de avião."
O menino também aprendeu cedo que trabalhar exige responsabilidade. Para continuar acompanhando o pai nas feiras aos fins de semana, precisa manter o bom desempenho na escola.
"Quando digo que ele não vai comigo no sábado, ele já fica triste. Eu cobro muito o desempenho dele na escola para ele poder ir trabalhar comigo no final de semana."
O orgulho do pequeno empreendedor aparece até na roupa de trabalho. O uniforme usado nas vendas foi comprado com dinheiro conquistado pelo próprio José. "Ele juntou latinhas que eu levei para vender e, com esse dinheiro, pagou o uniforme dele. Custou R$ 45." Entre uma venda e outra, Zé da Paçoca já é figura conhecida pelos clientes. Além dos doces, conquista quem passa pela feira com simpatia e disposição de criança.
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