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Gatinha que escapou da eutanásia agora reina em pet shop no Jardim Los Angeles

Ceci chegou ao estabelecimento com uma fratura grave na clavícula e sem perspectiva de tratamento

Por Kamila Alcântara | 16/08/2026 08:27

Quem entra no pet shop no Jardim Los Angeles pode até chegar procurando ração, remédio ou atendimento para o próprio animal, mas muitas vezes acaba parando para dar atenção a uma pequena gata branca e cinza que circula pelo local.

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Ceci, uma gata branca e cinza de aproximadamente seis meses, tornou-se a mascote de um pet shop no Jardim Los Angeles após ser resgatada ainda filhote por um tutor sem condições de arcar com uma cirurgia ortopédica. Diante da gravidade da fratura na clavícula, optou-se pela amputação de uma das patas. Recuperada, ela vive no estabelecimento e encanta clientes. O nome é uma homenagem à filha da proprietária, Cecília.

Ceci, como foi batizada, virou a mascote do estabelecimento e conquistou clientes após uma história de superação. A gata chegou ao pet shop ainda filhote, com cerca de dois meses de vida, após ser levada por um tutor que buscava ajuda para uma fratura na clavícula.

O caso exigia uma cirurgia ortopédica complexa e, segundo a proprietária do local, Camila Azevedo, de 37 anos, o responsável pelo animal não tinha condições financeiras de arcar com o procedimento. “Ele queria até fazer a eutanásia, porque não tinha condições. Então pedimos para ele doar a gata para a gente, assinando o termo de consentimento”, contou.

Após exames, o veterinário avaliou que a fratura já estava em estágio avançado e que a melhor alternativa seria a amputação de uma das patas. O procedimento foi realizado e Ceci teve uma recuperação considerada positiva.

Hoje, meses depois, a gata vive no próprio pet shop e virou presença constante para quem passa pelo local. O nome é uma homenagem à filha de Camila, Cecília, que, segundo ela, é apaixonada por gatos. “Eu até tentei trazer ela para minha casa, mas meus cachorros não aceitaram”, disse Camila.

Além de cuidar da mascote, o estabelecimento mantém uma rotina de apoio a animais que precisam de atendimento e tenta oferecer valores mais acessíveis para tutores com diferentes condições financeiras.

“Desde o começo a gente atua meio que como hobby. A gente ajuda no que é possível e trabalha com preços mais acessíveis para que os clientes consigam dar um tratamento digno aos animais”, explicou.

A clínica também mantém contato com pessoas que adotam ou apadrinham animais em situação de vulnerabilidade.

Enquanto isso, Ceci segue como uma espécie de anfitriã do lugar. Aos cerca de seis meses de idade, após passar pelo primeiro cio e ser castrada, ela aproveita a nova fase da vida circulando entre consultas, clientes e muitos afagos.

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