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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

22/05/2018 07:58

Aos 60 anos, Paulo César começou a correr e aos 66 vai encarar ultramaratona

Nessa desafio são 90 km de trajeto íngreme na África do Sul, que precisam ser completado em 12 horas

Thaís Pimenta
Hoje em dia Paulo treina de três a quatro vezes por dia, com acompanhamento de uma personal trainer. (foto: Paulo Francis)Hoje em dia Paulo treina de três a quatro vezes por dia, com acompanhamento de uma personal trainer. (foto: Paulo Francis)

"O médico me disse que ou eu começaria a tomar remédios e me tornaria dependente deles ou eu precisaria mudar radicalmente de estilo de vida, isso incluiria me exercitar e passar a me alimentar bem. Acabei optando pela segunda alternativa e tenho certeza que foi a melhor delas". O relato do engenheiro civil Paulo César Barbosa Pereira chega 6 anos depois da conversa no consultório. Hoje, aos 60, o resultado está nos planos para os próximos dias: ele está pronto para participar da primeira ultramaratona na África do Sul, a Conrades  Marathonna.

São 90 km de subidas íngremes e descidas do mesmo nível, a serem completados em 12 horas. "É muita coisa! Eu tenho noção disso. Agora o negócio é ver se eu vou conseguir completar", comenta.

Inspirado pelo irmão, Mauri César Barbosa Pereira, que corre desde 2001, foi por convite dele, inclusive, que Paulo topou a loucura de ir para outro país encarar o desafio. "Essa já é a décima ultramaratona e funciona assim, quando chega nesse marco, ele é homenageado. Então, me sugeriu que fosse para lá completar a prova e participar desse momento da homenagem. Estaremos lá, juntos, no dia 10 de junho", conta.

Mauri e Paulo. (foto: Acervo Pessoal)Mauri e Paulo. (foto: Acervo Pessoal)

Foi Mauri também quem o inscreveu na sua primeira maratona, no ano de 2014, em Curitiba, na qual correu 5 km.

"A emoção dessa primeira corrida foi o start para as demais. Comemorou em 2015, seus 63 anos, correndo a famosa Wings for Life World Run em Brasília, corrida sem linha de chegada, emocionante e desafiadora, pois depende de onde você consegue chegar antes do carro perseguidor te alcançar. Já fez a São Silvestre (2015), a Maratona de Buenos Aires (2016), a de Curitiba (2017) e a de Mendoza (2018), além de várias outras corridas de asfalto e trilhas e também meias maratonas: Curitiba, Rio de Janeiro, Bento Gonçalves entre outras", completa o engenheiro.

Paulo na corrida de Mendonza. (Foto: Acervo Pessoal)Paulo na corrida de Mendonza. (Foto: Acervo Pessoal)

Hoje, pesando 85 quilos, Paulo nem se lembra de como era ter os 115 de antes. "Se eu soubesse que era tão bom assim, tinha começado antes. É uma coisa prazerosa, eu me sinto muito bem. Claro que não é fácil, é preciso ter persistência, determinação. Tem dias que tá frio e você só quer ficar em casa, mas a gente bota na balança como a prática muda a sua vida e vai".

O treino, que começou por conta própria há menos de 6 anos, com suaves trotes e uma caminhada, sem muita coragem, foram substituídos por uma rotina intensa de treinamento de três a quatro dias na semana. "Tenho uma personal trainer que me acompanha, junto a uma nutricionista. É bom deixar claro que não é para ser algo doloroso, afinal, eu não sou mais um rapaz jovem, preciso controlar minha frequência cardíada. Tenho um relógio que monitora tudo isso, então eu sempre vou no meu tempo".

Paulo adorava tomar uísque, cerveja e vinho. Atualmente, toma, em bem menor quantidade, seu vinho preferido. "Mudou tudo! O remédio, que o médico me disse que eu teria que fazer uso para controlar os níveis de triglicérides, açúcar sanguíneos e pressão arterial, foram substituídos por um fitoterápico levinho. Depois que você começa a correr, o seu organismo responde, suas articualções dão conta e todo movimento se torna bem mais simples de ser feito".

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