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Comportamento

Após 10 anos, banda não desiste e prova que cidade tem rock para viver

Uma década depois do começo do One Life One Chance, grupo lança músicas e até clipes musicais

Por Bárbara Cavalcanti | 19/06/2021 07:46
Grupo One Life One Chance após dez anos desde o começo do projeto. (Foto: Arquivo Pessoal)
Grupo One Life One Chance após dez anos desde o começo do projeto. (Foto: Arquivo Pessoal)

A banda de rock One Life One Chance (“Uma vida, uma chance”, tradução livre) já existe desde 2010, mas foi só no final do ano passado que eles finalmente lançaram músicas com letras autorais e até mesmo um videoclipe. O recomeço veio na pandemia, quando todos os integrantes decidiram priorizar o projeto, que durante todo esse tempo sempre caia em segundo plano. A música “Repeating the Cycle” (“Repetingo o cíclo”, tradução livre) ganhou clipe e já tem 8,4 mil visualizações no Youtube.

De acordo com o baixista e vocalista Neylor Dutra, as músicas já existiam há uma década, porém sem letra. “No começo, a gente tinha feito apenas faixas instrumentais mesmo, essa era a ideia inicial”, explica.

Os integrantes, que além de Neylor são João Guilherme e Felipe Lira, são músicos profissionais e sempre estiveram envolvidos em outros projetos, deixando de lado o One Life One Chance. Sem a possibilidade de sair para fazer apresentações presenciais, o trio foi para o estudio de gravação.

“Durante esses dez anos, a gente sempre quis retomar o projeto, mas nunca conseguiu. Foi então no período de pandemia, que então resolvemos colocar letra nas músicas instrumentais, gravar um clipe e lançar tudo nas plataformas digitais”, detalha.

A pandemia inclusive foi a inspiração para o clipe de “Repeating the Cycle”. “A ilustração que aparece no começo é sobre isso, sobre esse período difícil”, reforça Neylor. Outra música, intitulada “Trust” (“Confiança”), também já tem visualizações consideráveis, com a marca de 4,2 mil, destas, metade conquistadas em apenas dois dias.

A repercussão foi surpreendente, mas não apenas pelos números, como também pelos ouvintes, principalmente com as plataformas de streaming musical e com o alcance que as redes sociais também proporcionam.

Grupo é formado por Neylor Dutra, João Guilherme e Felipe Lira. (Foto: Arquivo Pessoal)
Grupo é formado por Neylor Dutra, João Guilherme e Felipe Lira. (Foto: Arquivo Pessoal)

“No Spotify, temos em média 20 mil ouvintes de outros países, como Estados Unidos e Inglaterra. Há cidades até como Berlim também [na Alemanha]. Enquanto aqui no estado, foram só 35 audições. Mas se for ver tem mais a ver também, por exemplo, é bem nova iorquino, isso do rock pesado, das letras com crítica ao sistema”, comenta.

A questão cultural de Mato Grosso do Sul ter poucas pessoas que curtem o som, deixa o grupo triste, mas não a ponto de deixar isso abalar quem já trabalha com rock há pelo menos duas décadas “nessa batalha do rock’n’roll”, como diz Neylor.

“Temos bastante respeito pelos músicos de estilos mais tradicionais da região, como Almir Sater e outros do sertanejo, por exemplo. Inclusive eu toquei muito sertanejo também. Mas somos de Mato Grosso do Sul com muito orgulho, temos muito orgulho da nossa cultura. Mas por enquanto nosso público está fora do país, então acho que depois vamos ter que ir pra fora. Mas o importante é que a gente está fazendo o que ama mesmo”, expressa Neylor.

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