Churrasqueiro há 40 anos, Pillon já serviu até artista famoso
Nas redes sociais, ele guarda registros ao lado do cantor Leonardo e de Vinícius, da dupla com João Bosco
Com décadas de profissão e muitas histórias no comando da churrasqueira, o assador Luis Carlos Pillon, de 64 anos, já colocou carne no fogo para muita gente, até para artistas famosos, grandes empresários e políticos que ele prefere não revelar os nomes.
RESUMO
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Luis Carlos Pillon, assador de 64 anos, construiu uma carreira notável preparando churrascos para personalidades, incluindo artistas, empresários e políticos. Com experiência em eventos para até 3 mil pessoas, já chegou a assar 10 vacas simultaneamente. Iniciou sua jornada aos 20 anos, após trabalhar em açougue, onde desenvolveu profundo conhecimento sobre cortes e características da carne. Para Pillon, não existem segredos além da experiência e do respeito ao tempo de preparo de cada corte, destacando que a carne de vaca mais velha é a mais saborosa e que a gordura de qualidade tem coloração amarelada.
Nas redes sociais, ele guarda registros ao lado do cantor Leonardo e do cantor Vinícius, da dupla João Bosco & Vinícius. “Já assei para cantor, político, empresário e até presidente. O importante é fazer bem feito, não divulgar”, resume.
Experiência não falta. Ao longo da carreira, Pillon já chegou a assar até 10 vacas de uma vez só e comandar churrascos para mais de 3 mil pessoas, em eventos gigantescos, com carne na vala. “Vai assando e servindo. Churrasco grande é assim, tem que ter paciência e cuidado”, explica.
A relação com a carne começou cedo. Pillon conta que começou a assar aos 20 anos, depois de trabalhar em açougue e lidar diretamente com o gado. “Eu conheci todas as carnes, mexi com o gado, aprendi a cortar, a pesar, a entender cada parte”, relembra. O conhecimento técnico despertou o interesse em ir além e entender também as características nutricionais e o ponto ideal de cada corte.
No começo, o churrasco era coisa de família e amigos. “Era para os amigos, para comer no boteco, tomar uma cachaça e fazer carne”, conta. No entanto, o trabalho começou a ganhar forma profissional depois que foi convidado para assar em um evento de família. O elogio foi geral e, dali em diante, um convite levou a outro. “Eu faço bem feito para ser chamado sempre”, relata.
Com o passar dos anos, o nome ficou conhecido no meio dos eventos rurais, casamentos e grandes encontros. Ele também atuou em dias de campo, cuidando de toda a alimentação, do café da manhã ao churrasco da noite. Hoje, já reduz o ritmo. “A gente não aguenta mais aquele pique. Vai fazendo mais devagar, mas ainda faz”, conta.
Quando o assunto é churrasco, Pillon fala com propriedade e não economiza opinião. Para ele, conhecer a carne é regra básica. “Quem não conhece carne, não faz churrasco bom. Vai na sorte”, afirma. Segundo o assador, carnes de confinamento costumam ser mais macias, mas perdem no sabor. “A carne mais saborosa é a da vaca mais velha. A gordura boa é amarelada, não aquela branca e seca”, ensina.
Entre os cortes mais procurados hoje estão picanha, maminha e costela, mas ele lembra que há opções mais acessíveis e igualmente saborosas, como o peito, o surtum e a capa de contrafilé. Já a costela exige respeito ao tempo. “Precisa de cinco a seis horas de fogo. É devagar, tem que cozinhar, morder aos poucos”, pontua.
Para Pillon, não existe segredo milagroso, apenas experiência. “Cada carne tem sua caloria, seu jeito de fazer. Parrilla é diferente de costela, que é diferente do forno. Tudo é tempo e atenção”, resume.
Mesmo diminuindo o ritmo, o assador segue fazendo o que sempre fez, cuidar do fogo, respeitar a carne e garantir que ninguém saia da mesa sem um bom prato.
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