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Comportamento

Churrasqueiro há 40 anos, Pillon já serviu até artista famoso

Nas redes sociais, ele guarda registros ao lado do cantor Leonardo e de Vinícius, da dupla com João Bosco

Por Clayton Neves | 12/01/2026 07:15
Churrasqueiro há 40 anos, Pillon já serviu até artista famoso
Pillon ao lado do cantor Vinícius, da dupla João Bosco e Vinícius. (Foto: Arquivo Pessoal)

Com décadas de profissão e muitas histórias no comando da churrasqueira, o assador Luis Carlos Pillon, de 64 anos, já colocou carne no fogo para muita gente, até para artistas famosos, grandes empresários e políticos que ele prefere não revelar os nomes.

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Luis Carlos Pillon, assador de 64 anos, construiu uma carreira notável preparando churrascos para personalidades, incluindo artistas, empresários e políticos. Com experiência em eventos para até 3 mil pessoas, já chegou a assar 10 vacas simultaneamente. Iniciou sua jornada aos 20 anos, após trabalhar em açougue, onde desenvolveu profundo conhecimento sobre cortes e características da carne. Para Pillon, não existem segredos além da experiência e do respeito ao tempo de preparo de cada corte, destacando que a carne de vaca mais velha é a mais saborosa e que a gordura de qualidade tem coloração amarelada.

Nas redes sociais, ele guarda registros ao lado do cantor Leonardo e do cantor Vinícius, da dupla João Bosco & Vinícius. “Já assei para cantor, político, empresário e até presidente. O importante é fazer bem feito, não divulgar”, resume.

Experiência não falta. Ao longo da carreira, Pillon já chegou a assar até 10 vacas de uma vez só e comandar churrascos para mais de 3 mil pessoas, em eventos gigantescos, com carne na vala. “Vai assando e servindo. Churrasco grande é assim, tem que ter paciência e cuidado”, explica.

Churrasqueiro há 40 anos, Pillon já serviu até artista famoso
Assador com o cantor Leonardo, para quem também cozinhou. (Foto: Arquivo Pessoal)

A relação com a carne começou cedo. Pillon conta que começou a assar aos 20 anos, depois de trabalhar em açougue e lidar diretamente com o gado. “Eu conheci todas as carnes, mexi com o gado, aprendi a cortar, a pesar, a entender cada parte”, relembra. O conhecimento técnico despertou o interesse em ir além e entender também as características nutricionais e o ponto ideal de cada corte.

No começo, o churrasco era coisa de família e amigos. “Era para os amigos, para comer no boteco, tomar uma cachaça e fazer carne”, conta. No entanto, o trabalho começou a ganhar forma profissional depois que foi convidado para assar em um evento de família. O elogio foi geral e, dali em diante, um convite levou a outro. “Eu faço bem feito para ser chamado sempre”, relata.

Com o passar dos anos, o nome ficou conhecido no meio dos eventos rurais, casamentos e grandes encontros. Ele também atuou em dias de campo, cuidando de toda a alimentação, do café da manhã ao churrasco da noite. Hoje, já reduz o ritmo. “A gente não aguenta mais aquele pique. Vai fazendo mais devagar, mas ainda faz”, conta.

Churrasqueiro há 40 anos, Pillon já serviu até artista famoso
Churrasqueiro já assou carne para mais de 3 mil pessoas. (Foto: Arquivo Pessoal)

Quando o assunto é churrasco, Pillon fala com propriedade e não economiza opinião. Para ele, conhecer a carne é regra básica. “Quem não conhece carne, não faz churrasco bom. Vai na sorte”, afirma. Segundo o assador, carnes de confinamento costumam ser mais macias, mas perdem no sabor. “A carne mais saborosa é a da vaca mais velha. A gordura boa é amarelada, não aquela branca e seca”, ensina.

Entre os cortes mais procurados hoje estão picanha, maminha e costela, mas ele lembra que há opções mais acessíveis e igualmente saborosas, como o peito, o surtum e a capa de contrafilé. Já a costela exige respeito ao tempo. “Precisa de cinco a seis horas de fogo. É devagar, tem que cozinhar, morder aos poucos”, pontua.

Churrasqueiro há 40 anos, Pillon já serviu até artista famoso
Ao todo, Pillon tem 44 anos de experiência. (Foto: Arquivo Pessoal)

Para Pillon, não existe segredo milagroso, apenas experiência. “Cada carne tem sua caloria, seu jeito de fazer. Parrilla é diferente de costela, que é diferente do forno. Tudo é tempo e atenção”, resume.

Mesmo diminuindo o ritmo, o assador segue fazendo o que sempre fez, cuidar do fogo, respeitar a carne e garantir que ninguém saia da mesa sem um bom prato.

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