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Comportamento

Com tanto gay na cidade, o que sobrou para as mulheres em Campo Grande?

Por Lado B | 26/02/2013 10:08
(Foto: Arquivo)
(Foto: Arquivo)

Na mesa do bar, as três amigas solteiras só comprovam o que as mulheres há tempos vêm reclamando. Hoje em dia há tanto gay em Campo Grande que falta opção hetero para a mulherada.

Antigamente, a reclamação era contra os cafajestes, que não queriam um relacionamento sério. Agora, o alvo é a turma gay. “Há anos tem muito gay na balada e, levando em conta que há mais mulher do que homem na cidade, claro que dificulta mais ainda a paquera e arrumar namorado”, comenta Viviane, de 29 anos.

Para não parecer preconceito, ela ressalta que a confirmação vem até da "concorrência". “Tenho muitos amigos gays e eles mesmos assumem isso, que a mulherada perdeu espaço”.

A comerciária Taty diz que depende da balada. Na eletrônica, por exemplo, não adianta investir que provavelmente vai levar um fora porque o cara não gosta de mulher. “É um problema, diminui nossos partidos”, avalia.

"No final do jogo, o que sobra é alguém comprometido, sertanejo ou canalha", protesta a universitária Giuliana, de 26 anos.

O resultado é um só: ficar tempos sem alguém para chamar de seu. Mas a culpa não é a falta de "heteros", defendem outras meninas.

Solteira há mais de cinco anos, Natália reclama que se ainda hoje está sem namorado é por pura falta de pretendente. A vontade de encontrar a famosa tampa da panela existe, mas descobrir alguém é que está difícil. “O circuito de Campo Grande é pequeno e isso diminui as chances”, avalia.

A preocupação começou por conta da idade. “Daqui a pouco tenho 30 e quero ter uma família”. As amigas brincam que estão à espera de um milagre. Já Natália acha que quanto mais pede, menos chances tem de namorar. Então, como estratégia, ela finge que não quer, para driblar o azar.

Gabriele, também solteira, conta que aproveita a vida, o que tem seus prós e contras. Mas já adianta que na noite não paquera. A amiga Gabriele, solteira há menos tempo, só um mês depois de um namoro que durou 5 anos, quer aproveitar a vida de solteira e ainda não sentiu na pele a dificuldade para se arranjar um namorado.

Em outra mesa, duas amigas, que ficaram com medo de revelar a nome, estão sozinhas há mais de sete anos. Uma delas acredita que o a falta de homem no mercado para um compromisso sério também se dá pela ausência de homens dispostos a ficar com uma só, já que hoje em dia as mulheres estão "mais fáceis".

“Querer eu quero, mas tá difícil”, reclama Gabriela, de 25 anos. Ela conta que só namorou uma vez, aos 18 anos de idade, e de lá pra cá "até pegar gripe tá difícil". Tímida, ela não gosta de sair à caça, prefere um programa calmo, como um encontro em um barzinho com as amigas, e enquanto isso ela espera a alma gêmea chegar. “Uma hora chega”.

Para as experientes, as noites já comprovaram que balada não é local certo para quem quer compromisso. "Os que não são gays, não querem compromisso sério, na maioria das vezes. Também não acredito que se possa encontrar alguém para namorar na balada", diz a secretária Evelin, de 28 anos.

"O jeito é encontrar alguém que faz parte do mesmo círculo de amigos”, reforça Lizziane, de 23 anos.


(Obs: A foto original foi substituída a pedido de entrevistadas que se sentiram prejudicadas com comentários no Facebook)

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