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Comportamento

Depois da balada, motorista fica 5 horas dormindo com motor ligado na rua Bahia

Por Ângela Kempfer | 22/12/2013 10:55
Caminhonete parada na rua Bahia, com motor e faróis ligados.
Caminhonete parada na rua Bahia, com motor e faróis ligados.

Por mais de 5 horas, uma caminhonete Amarok permaneceu parada, com o motor ligado e os faróis acesos, em um dos trechos mais íngremes da rua Bahia. Enquanto o óleo diesel ia embora, o dono do veículo dormia no aconchego do ar condicionado.

Diante da cena, quase na esquina com a Afonso Pena, era impossível não parar para tirar conclusões. “Achei até que era crime, que tinha alguém morto. Mas abri a caminhonete e vi que ele estava vivo quando se coçou”, conta o locutor da Rádio Blink, Paulo Vitor.

Ele diz que chegou para trabalhar às 3h50 e a Amarok já estava ali, quase em frente à sede da emissora, “estacionada” a cerca de 1 metro do meio fio, como se o motorista estivesse no rumo de casa, mas sem conseguir avançar.

“Resolvi abrir a porta e travar a caminhonete. Tentei acordar o cara, mas ele continuou dormindo”, lembra Paulo. O motorista só resolveu reagir lá pelas 9 da manhã, quando, interessada em contar a história, eu bati na janela.

Como se ainda estivesse dormindo, o dono do veículo ainda demorou uns 10 minutos para começar a explicar o que “achava” ter acontecido. Decidiu se apresentar e contar detalhes da noite anterior, mas só com a condição de que não seria identificado. “O exemplo vale mais”, justificou.

O homem de 43 anos é um produtor rural de família tradicional de Campo Grande. Ontem, diz que praticamente cruzou o Estado, foi de Porto Murtinho a Ponta Porã e chegou no fim da tarde em Campo Grande. “Tomei banho e sai”, lembra.

Encontrou amigos, foi para uma festa, bebeu e, de volta para casa, foi vencido pelo sono. Ele jura que só consumiu duas doses de uísque, apesar de admitir que ficou “sem condições de voltar” e por isso virou um “péssimo exemplo”. “Acho que eu estava mais cansado pela viagem do que pela bebida. Mesmo assim, não tem justificativa. Errei mesmo, feio. Mas pelo menos fiquei aqui. Tenho certeza que não corri em nenhum momento”.

Ele acabou parando a quase 6 quilômetros de casa (mora no Parque dos Poderes), com as portas destrancadas, carteira, um iPhone, chaves na ignição e tudo mais disponível aos ladrões. A Polícia Militar foi acionada, mas não apareceu. “Ninguém pegou nada né? Tem de agradecer”, conclui.

Com a besteira depois de uma noite animada, o motorista recorre à máxima do “ninguém é perfeito”. “Todo mundo está suscetível a fazer besteira. Nunca tinha acontecido isso. Não acredito na perfeição. Procuro ser uma pessoa boa. A gente sempre aprende depois de uma situação dessas”, ensina.

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