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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019

13/10/2019 07:30

Do controle remoto ao celular, Mônica ensina vovós a usar tecnologia em casa

Ela é carioca, mudou-se para Campo Grande há dez anos e com o curso de inclusão digital ajuda aqueles que sentem dificuldade

Alana Portela
Mônica Carlini ensinado uma das alunas a usar o computador (Foto: Arquivo pessoal)Mônica Carlini ensinado uma das alunas a usar o computador (Foto: Arquivo pessoal)

Do controle remoto ao celular, Mônica Carlini, de 58 anos, ensina pessoas da melhor idade a usar aparelhos eletrônicos. Ela é carioca, mudou-se para a Capital há dez a anos e resolveu ser personal tecnológica.

O interesse pela profissão começou ainda no Rio de Janeiro. Por lá, tinha uma vizinha com seus 70 e poucos anos que pediu a sua ajuda para falar com o filho de São Paulo. Foi a partir daí que Mônica aproveitou a oportunidade.

“Ela me perguntou se não queria ganhar um dinheirinho extra com isso. Depois me indicou para outras pessoas, que falaram para outros, o que me fez perceber que daria certo foi a quantidade de gente me procurando para aprender”, conta.

O problema é que em algumas residências, os computadores dos alunos estavam estragados. “Não ia colocar alguém estranho na casa deles. Então aprendi a consertar os softwares e fazia a manutenção, e aí eles permaneciam comigo. Passei a fazer pequenos consertos eletrônicos também”, diz.

Felix Okida fez o curso de inclusão digital e sempre que precisa chama pela personal (Foto: Arquivo pessoal)Felix Okida fez o curso de inclusão digital e sempre que precisa chama pela personal (Foto: Arquivo pessoal)

Mônica é jornalista de formação e sempre teve facilidade em lidar com a tecnologia. Atua na área há 13 anos e já deu aula no instituto Oshiro Takemori, onde formou mais de 300 japoneses. "Tenho um contato bom com a colônia japonesa por conta disso”.

Ela relata que muitos sentem dificuldade na hora de usar aparelhos eletrônicos.

“Controle remoto, seja de ar condicionado ou televisão. Alguns não conhecem nem um terço do que o controle é capaz de fazer. Às vezes o problema é a pilha. Minha função é ver o que eles precisam saber e ensinar o que vai ter utilidade”.

São cerca de quatro a cinco meses até o aluno assimilar as informações necessárias. Mônica prepara uma apostila personalidade para auxiliá-los durante o aprendizado. “Tem uma aluna que quer aprender a fazer impressão de molde para bordar, outra a usar o YouTube para ver receitas na internet”, conta.

Em Campo Grande, Mônica dá aula particular para alunos entre 60 anos e 80. "Fico uma hora e meia com eles”, conta.

Os formandos do curso de inclusão digital em 2011 (Foto: Arquivo pessoal)Os formandos do curso de inclusão digital em 2011 (Foto: Arquivo pessoal)

Além das aulas de tecnologia, a personal também virou uma espécie de secretária particular. “Meus alunos viraram meus avós e fazem parte da minha família. Atendo as necessidades, inclusive, para uns, vou à farmácia comprar remédios. Jogo, brinco com eles, é uma terapia”, afirma.

Ela comenta sobre os benefícios das aulas. “Várias pessoas saíram da depressão após aprender a mexer nos aparelhos, pois encontraram outras queridas em função da tecnologia”, explica. “Tenho alunos fixos, com dia e hora marcada. O pagamento é mensal e várias pessoas que já foram atendidas, hoje me chamam para tirar eventuais dúvidas ou para manutenção”.

Em breve a personal estará lançando um projeto social. “É com intuito de arrecadar equipamentos de computação e celulares com defeitos para consertar e distribuir em asilos. Vou ensinar os velhinhos a usarem joguinhos para memória e apresento técnicas que ativam o cérebro, etc”, conclui.

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Felix Okida abraçado com a personal, Mônica (Foto: Arquivo pessoal)Felix Okida abraçado com a personal, Mônica (Foto: Arquivo pessoal)
Mônica em pé com os alunos de inclusão digital (Foto: Arquivo pessoal)Mônica em pé com os alunos de inclusão digital (Foto: Arquivo pessoal)
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