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Comportamento

Há 6 anos, psicóloga viu que dá para lucrar e ser feliz como nômade

Atendendo on-line, ela consegue realizar viagens como mochileira e fazer muitos amigos pelo caminho

Por Jéssica Fernandes | 02/04/2024 06:56
Psicóloga, Marilia viaja dentro e fora do País desde 2018. (Foto: Arquivo pessoal)
Psicóloga, Marilia viaja dentro e fora do País desde 2018. (Foto: Arquivo pessoal)

Marilia Pereira da Silva, de 34 anos, descobriu na vida nômade um estilo de vida que realmente faz sentido. Psicóloga, ela viaja para diversos lugares do mundo fazendo amigos e exercendo a profissão sem barreiras. Após terminar o mochilão pela Bolívia, ela finalmente conheceu parte do Pantanal sul-mato-grossense.

Natural de Barra Mansa (RJ), Marília fez a primeira viagem em 2014. Na época, ela visitou um país dentro do continente sul-americano e, nessa ocasião, percebeu que poderia passar a vida viajando.

Dessa vontade até a realização se passaram quatro anos. No início de 2018,  ela pediu demissão da empresa onde estava e embarcou do Brasil rumo à Europa. Marília intercalou os estudos com as viagens para diversas cidades e foi nesse meio tempo que percebeu que era isso que iria seguir fazendo.

Seja como mochileira ou trilheira, ela aproveita os lugares de diferentes formas. (Foto: Arquivo pessoal)
Seja como mochileira ou trilheira, ela aproveita os lugares de diferentes formas. (Foto: Arquivo pessoal)

“Foi minha primeira imersão mais longa, distanciada do meu círculo familiar. Incluiu o intercâmbio que estava fazendo, relacionamento à distância e vários desafios. Apesar deles me propus a encontrar meios de servir através da Psicologia e me oportunizar a liberdade de viver no estilo nômade”, conta.

Dentro ou fora do País como trilheira, mochileira ou turista, Marília está sempre em movimento contínuo pelas fronteiras. Normalmente, ela planeja ficar até dois meses em alguma cidade, país e enquanto isso realiza as consultas de forma online.

Argentina, Espanha, Itália, Bolívia, Paraná, Minas Gerais, São Paulo são só alguns dos países e estados pelos quais passou nos últimos anos, como trilheira, mochileira ou turista. Sem medo de viajar sozinha, Marília já passou por incontáveis cidades e em cada uma costuma viver um roteiro diferente.

Marília passeia no Salar de Uyuni, nos andes, no sul da Bolívia. (Foto: Arquivo pessoal)
Marília passeia no Salar de Uyuni, nos andes, no sul da Bolívia. (Foto: Arquivo pessoal)

Às vezes ela acampa, aluga um Airbnb, fica na casa de amigos, mas nunca deixa de viver a experiência da maneira mais imersiva se conectando aos lugares e, principalmente, às pessoas que estão neles. “Eu não tô fazendo turismo de férias. Eu mantenho meu trabalho e sigo vivendo em movimento, migrando quase sempre sozinha pra onde me dá telha e cabe no orçamento”, diz.

De volta ao Brasil - A última viagem dela fora do País foi na Bolívia, onde ficou dois meses e de onde retornou na última sexta-feira (29). Após uma viagem cansativa com atrasos devido ao ônibus que quebrou, a psicóloga conta que finalmente voltou para casa.

“Depois de atravessar de volta para o Brasil eu já estava revigorada com as paisagens do trecho Corumbá - Bodoquena. Já na estrada vi tanta coisa legal: jacarés, cobras, pássaros e um céu lindo. Coisas que me impressionaram muito, principalmente por alguns animais que eu nunca tinha visto de perto”, fala.

Em Bodoquena, ela curtiu paisagem ao lado do Rio Salobra. (Foto: Alexis Prapas)
Em Bodoquena, ela curtiu paisagem ao lado do Rio Salobra. (Foto: Alexis Prapas)

De sexta até domingo, Marília aproveitou o final de semana acampando em uma propriedade que fica ao lado de um dos trechos do Rio Salobra, em Bodoquena. Ela fala que de primeira ficou impactada com o que encontrou. “Estou muito impressionada com a beleza dessas águas, desse bioma e também do povo daqui, que é super receptivo”, afirma.

Apesar de já ter experiência acampando em diferentes biomas, Marília diz que essa vez foi diferente das demais. “Deu pra sacar que o Pantanal não é para amadores. Muito rico e muito bonito, mas foi tenso lidar com as aranhas e cobras”, ri.

Nos três dias de viagem, ela fez uma trilha pelo vale, acessou o Rio Salobra por diferentes trechos e enfrentou muita chuva no caminho, mas nada atrapalhou a primeira experiência em Bodoquena. A psicóloga dá mais detalhes sobre o roteiro e tudo que viu na trilha.

Boca da Onça, em Bodoquena, foi um dos lugares que psicóloga passou. (Foto: Arquivo pessoal)
Boca da Onça, em Bodoquena, foi um dos lugares que psicóloga passou. (Foto: Arquivo pessoal)

“Na trilha há vários trechos bonitos. Vemos muitas borboletas, uma vegetação muito fotogênica e o ponto auge foi quando avistamos a cachoeira Boca da Onça. [...] Ela é realmente linda. Pudemos vê-la de vários ângulos e foi bem legal a parte em que o grupo se reuniu para tentar avistar o formato da onça nas pedras”, destaca.

Após o final de semana de muita diversão e aprendizado, Marília seguiu para Bonito onde deve ficar mais uns dias. A psicologa conta que também quer passar mais algumas semanas no Mato Grosso do Sul explorando as paisagens. “Passo a semana trabalhando e, no meu dia de folga, pretendo conhecer a gruta do lago azul e fazer um passeio de bote pela primeira vez. Daqui sigo para Campo Grande, estou entusiasmada para conhecer mais uma capital brasileira e reencontrar os amigos que o acampamento à beira do Rio Rio Salobra me deu”, afirma.

Um dos trechos da trilha em direção à cachoeira Boca da Onça.
Um dos trechos da trilha em direção à cachoeira Boca da Onça.
Rio Salobra foi um dos pontos favoritos de Marília durante o acampamento.
Rio Salobra foi um dos pontos favoritos de Marília durante o acampamento.

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