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Comportamento

Junto com as compras, se ofereça para passear com o pet do vizinho

Em condomínios, quem tem animais de estimação pode diminuir passeios e se oferecer para sair com o pet dos vizinhos

Por Danielle Errobidarte | 24/03/2020 07:53
Kenae costumava passear com a dona Marina numa área verde perto de casa; agora, comportada, aprendeu a fazer xixi e cocô no tapete higiênico da varanda. (Foto: Arquivo pessoal)
Kenae costumava passear com a dona Marina numa área verde perto de casa; agora, comportada, aprendeu a fazer xixi e cocô no tapete higiênico da varanda. (Foto: Arquivo pessoal)

Ficar em quarentena durante tantos dias pode ser ainda mais estressante para quem mora em condomínio e tem algum animal de estimação. Sem quintal, a saída para não deixar os cachorros sem fazer suas necessidades é arrumar um espaço na sacada com tapete higiênico ou reduzir o número de passeios. Nas redes sociais, a solidariedade tem sido também em relação aos animais. Que tal incluir o passeio com o pet do vizinho na lista de boas ações para fazer durante a quarentena?

No condomínio Eudes Costa, no Jardim dos Estados, quando Fernanda Sandoval sai para passear com Odara, os horários são escolhidos com cautela para evitar contato com outras pessoas e cachorros. “Como continuo trabalhando, mesmo em home office, minha mãe que sai com ela e sempre desce ou mais cedo que 18h ou mais tarde, porque é esse o horário que os donos mais saem com os cachorros aqui”, explica.

Apesar de perceber que a maioria dos moradores com animais de estimação são idosos, Fernanda não viu, ainda, nenhuma ação conjunta para oferecer esse tipo de ajuda por parte dos vizinhos. “Grande parte aqui é idoso e mora sozinho, acho que por isso continuam saindo, não têm opção. Mas eles também não aceitam muita ajuda. Tem gente que está vivendo a vida normal, principalmente em relação a sair com os animais”.

Ao contrário de Fernanda, no condomínio onde Marina Bassi mora, no Jardim América, entre 18h e 19h, os moradores já se recolheram. É quando ela sai para passear com Kenae, na área comum do prédio. “Esse horário tem menos gente circulando. Tomo cuidado para não deixar ele tocar em nada, e quanto a mim, lavo bem as mãos e passo álcool em gel quando passo pela portaria na entrada e saída”.

Antes, Marina costumava leva-lo para correr quando ia para as aulas na faculdade. Com a mudança de rotina, agora eles saem apenas uma vez por semana. “Não sei se vou continuar fazendo isso, porque ele se adaptou bem em casa. Ele aprendeu sozinho a fazer cocô no tapete higiênico que fica na sacada”.

No condomínio Vitalitá, na Vila Margaria, o síndico Luiz Fernando Villar explica que já era proibido andar com pets em alguns espaços compartilhados. Com a pandemia de coronavírus, a regra é clara: “ficar dentro de casa!”. Apesar disso, para passear com os cachorros, alguns chegam a levá-los no colo para evitar contato.

“As pessoas ainda estão descendo com os pets e levando para passear na parte de fora do Parque do Sóter, que é próximo e mais aberto. Não saem no mesmo horário, geralmente são alternados. Aqui até existe uma pessoa que presta serviço de passear com os pets, mas é pago. Mesmo assim, o regimento do condomínio diz que só pode descer com os animais até o espaço pet ou levar para passear na rua mesmo”.

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