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Comportamento

Leitores apontam os lugares que nunca poderiam fechar na Capital

Comentários nas redes do Campo Grande News reuniram lembranças de espaços históricos queridos por gerações

Por Clayton Neves | 22/05/2026 06:38
Leitores apontam os lugares que nunca poderiam fechar na Capital
Vista da Rua 14 de Julho, na região central de Campo Grande (Foto: Juliano Almeida/Arquivo)

Todo mundo tem um lugar especial em Campo Grande. Pode ser um bar, uma padaria, uma feira, uma loja antiga ou aquele restaurante que atravessou décadas sem perder a essência. Lugares que, além de vender produtos, acabaram virando memória afetiva para quem cresceu na Capital.

Para este repórter que vos escreve, por exemplo, a Zhu Lanches, na Rua 14 de Julho, tem um peso sentimental difícil de explicar. Apesar do clima um tanto caótico, do entra e sai sem parar de pessoas, da gritaria dos pedidos e da correria na entrega dos salgados, a Zhu é um daqueles lugares que  não poderiam fechar nunca.

E não é só ela! Com Campo Grande cada vez maior, cheia de franquias e novos comércios surgindo o tempo todo, também cresce o receio de perder espaços antigos que ajudaram a construir a identidade da cidade. Lugares que fazem parte da rotina, das lembranças de infância, dos encontros de família e até dos primeiros ‘rolês’ de muita gente.

Nesta semana, o Lado B perguntou nas redes sociais: “Qual comércio tradicional de Campo Grande nunca poderia fechar?”. A resposta veio em peso e transformou os comentários em uma viagem no tempo.

Leitores apontam os lugares que nunca poderiam fechar na Capital
Feira Central é considerada patrimônio cultural de Campo Grande e lembrada por muitos leitores. (Foto: Arquivo/ Campo Grande News)

Teve gente lembrando dos lugares clássicos que já são patrimônio da cidade. “Feira Central e Mercadão. Mais lá para a região onde eu moro é o Bar do Japonês”, comentou Luis Blues Guitar. Adriano Smota concordou com a Feira e incluiu o Bar Mercearia e o restaurante Hong Kong como os preferidos.

Aliás, a Feira Central apareceu tantas vezes que ficou claro que o espaço é um ponto gastronômico e de memória coletiva.

A leitora Maymone Julia fez um relato mais nostálgico da publicação. Ela relembrou a antiga feira livre na Abrão Júlio Rahe, o café com doce de leite servido em copinho, o queijo do senhor Sandim, as bancas diversas e as revistas que vendiam “de tudo”. “Era um luxo, pena que acabaram com a essência da Feira Central”, comentou.

Os lanches clássicos também permanecem fortes na memória dos campo-grandenses. Thomaz Lanche foi citado várias vezes, assim como Pastelaria do Japonês, Picadinho Lanches, Bar do Zé, Canil Lanches e o Bar do Japonês.

A nostalgia também bateu forte para quem cresceu frequentando lojas antigas da Capital. Kenia lembrou das Americanas da Marechal Rondon. “Quando eu era criança era como se ela fosse o shopping”, escreveu. Ela ainda recordou da praça de alimentação e do cheiro dos lanches.

Outro comentário cheio de identificação foi o de Suely Neves. “Lojas Pernambucanas. Quando pequena, eu só ia pra andar de escada rolante”, lembrou.

Leitores apontam os lugares que nunca poderiam fechar na Capital
Amados Salgados é point que moradores não querem ficar sem. (Foto: Arquivo)

E teve saudade até de lugares que já fecharam as portas, mas continuam vivos na memória. “Para mim já fechou: foi o Café Haiti na Dom Aquino e a sorveteria Cacimba. Falta um pedacinho do meu coração só de lembrar”, comentou Cris Córdoba.

A tradicional Cacimba Sorvetes apareceu diversas vezes, assim como o Jumbo Eletro, o Cine Campo Grande, a Brasimac e o supermercado Soares.

Na gastronomia, alguns estabelecimentos parecem atravessar gerações sem perder o carinho do público. É o caso da Cantina Romana, Sabor em Quilo, Restaurante Tóquio e Confeitaria Árabe.

Cristiane Delfino contou que frequenta o Sabor em Quilo há 31 anos. “O cardápio é sempre impecável, a qualidade sempre a mesma. Amo”, escreveu. Já Carol Lube falou sobre a relação afetiva com a Confeitaria Árabe. “Frequento desde pequenininha, ia com meu pai, hoje levo minhas filhas”, detalhou.

Em mais de 400 respostas, os leitores citaram a loja das turcas da Calógeras, o Mercado Alemão, Amados Salgados, Bar Portugal, Arakaki Sobaria, Gugu Lanches, Confeitaria Árabe, Carlinhos Lanches, Cerv Já e Bifão da Cophasul. Todos são cenários de encontros, aniversários, domingos em família e lembranças da infância.

E você, qual comércio acha que nunca poderia fechar em Campo Grande?

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