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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

07/05/2017 07:05

No dever de casa, menininha de 3 anos dá lição de amor longe do preconceito

Thailla Torres
Isadora, a filha caçula ao lado da irmã e dos pais. (Foto: Arquivo Pessoal)Isadora, a filha caçula ao lado da irmã e dos pais. (Foto: Arquivo Pessoal)

Isadora tem 3 anos de idade e numa simples tarefa de escola conseguiu explicar o real significado do amor. O dever de casa pedia que a criança colasse em uma folha de papel recortes de revista com imagens que descrevessem uma família. Longe de qualquer estereótipo, a menina demonstrou como enxerga os laços familiares de uma forma muito genuína. 

Além de um pai e uma mãe, Isadora escolheu uma fotografia que mostrava dois homens e duas crianças, que para ela são dois pais na companhia de seus filhos. "Porque eles também são uma família, mamãe", explicou para a mãe, a jornalista Bárbara Vitoriano Borges, de 31 anos.

De coração aberto, Bárbara não se conteve ao ver tanto amor nos olhos da filha. "Fiquei tão emocionada, porque a gente tem uma preocupação tão grande em formar os filhos com esse olhar e ali a gente percebeu que isso vem dela. E que na verdade é o mundo que acaba corrompendo esse amor e essa pureza", explica.

No canto da imagem está a fotografia que emocionou a mãe. (Foto: Arquivo Pessoal)No canto da imagem está a fotografia que emocionou a mãe. (Foto: Arquivo Pessoal)

A supresa não foi pela escolha de um casal homossexual, mas pela diversidade de conceitos sobre família que Isadora carrega consigo. "Ela escolheu uma família na Disney, um casal de idosos que ela fez referências aos avós, cortou também uma família de peixes. Tudo isso mostra que na cabeça dela, é bonita toda forma de amor", acredita Barbara. 

A atividade também foi passada para outras crianças da educação infantil e é o que traz conforto ao coração da mãe. "Acho muito importante isso dentro da escola que acaba desenvolvendo um papel tão importante na vida da criança. Isso ajuda na compreensão da diversidade logo cedo". 

Bárbara conta que diferente de alguns pais, nunca escondeu a verdade das filhas. "Sempre expliquei que assim como eu e o pai delas nos relacionamos, mulheres com mulheres também, assim como os homens. E isso de um jeito muito simples, quando elas nos perguntam".

A filha de 9 anos, foi a primeira a questionar a mãe sobre a relação entre duas mulheres. "Temos casais gays que são nossos amigos e um dia ela viu a troca de carícia entre eles. O olhar dela nunca foi de espanto, mas apenas uma pergunta sobre o que acontecia. Explicamos que era um relacionamento amoroso como o nosso e hoje aos 9 anos, ela é quem levanta a bandeira quando alguém fala da situação", detalha.

E tudo, segundo Bárbara, é um reflexo do que as filhas observam no comportamento dos pais. "O amor e o respeito também vêm muito do exemplo que elas veem na gente, em como nos comportamos perante o mundo. Se a gente tem amor ao próximo, elas também fazem isso. E em segundo lugar é sempre a conversa, que deve ser a favor da verdade", diz a mãe.

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