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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

30/01/2017 08:48

Pais deixam de falar palavrão para a filha ganhar festinha de 1 ano

Paula Maciulevicius
Marina e a filha Júlia.Marina e a filha Júlia.

Diego e Mariana são os pais de Júlia. A pequenininha que chegou para mudar a vida do casal jovem, de surpresa, trouxe uma decisão para a família junto das demais responsabilidades: a de não falar mais palavrão. Para cada palavrinha que sair da "boca suja" de um deles, são 50 centavos destinados ao cofre que no final de um ano vai custear a festa de aniversário da menina.

Sem relação alguma com igreja ou religião, Diego fala que não quer que a filha reproduza o mesmo vocabulário que ele. Que a cada frase coloca, pelo menos, três palavrões. Tatuador, de 23 anos, o pai também usa dessa ideia para se policiar.

Diego e Mariana se policiam para que Júlia aprenda a falar sem usar palavrões. (Foto: Arquivo Pessoal)Diego e Mariana se policiam para que Júlia aprenda a falar sem usar palavrões. (Foto: Arquivo Pessoal)

"A gente quer criar ela num mundo que não precise ser influenciada de certas formas. Se a gente não falar, ela vai falar menos", acredita Diego Castro Ribeiro. Na ideia do pai, fazendo isso Júlia vai crescer com um vocabulário que não se prenda a palavrões e sim a argumentos.

"Queremos que ela fique mais culta. A gente decidiu isso porque eu falo muito mesmo e não quero passar esse hábito para ela, até porque não serve para nada. É só uma forma de aumentar as coisas que o brasileiro tem", reforça.

Se influencia muito na educação como pessoa falar ou não palavrão, o pai defende que não é nem esta a questão. "É mais para ela se expressar sem usar palavras que possam ofender alguém. Não acho que ela precise ser um dicionário, mas tem que saber se comunicar", compara.

Mariana Costa, a mãe, quem teve a ideia de pararem de falar, ele de colocar num cofre e a mulher bateu o martelo para o destino: a festa do primeiro aninho de Júlia. A honestidade é posta em prova diariamente.

A menininha pensa que o cofre é brinquedo, mas objeto guarda dinheiro para a sua festinha. A menininha pensa que o cofre é brinquedo, mas objeto guarda dinheiro para a sua festinha.

"No começo você ia falando sem perceber. Agora toda vez que eu falo, vem na minha mente os 50 centavos", conta o pai.

No fim do dia, Diego anota os palavrões falados e aos sábados, coloca no cofrinho o valor fechado. Só nesta semana, da parte dele, tinham sido R$ 18,00, um real apenas durante a entrevista. Somando ele e Mariana, Júlia já tem mais de R$ 200,00 guardados.

A mãe da menininha consegue substituir. "Ela fala 'filho do biscoito', por exemplo. É um jeito dela se defender de falar, foi como ela conseguiu. Eu ainda não, se eu começo a falar, tenho que terminar", completa Diego.

A ideia é não deixar o cofrinho de lado e quem sabe pagar com os palavrões não só o aniversário de 1, mas também o de 2, 3 e por aí vai.

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