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Comportamento

Pelo marido transplantado e filho na 10ª pneumonia, mãe pede empatia

Fabiana está preocupada com a família devido a epidemia do Coronavírus, que pode deixar o filho e o marido em situação de risco

Por Alana Portela | 27/03/2020 08:28
Renato Chermont dormindo ao lado do filho Vitor. (Foto: Arquivo pessoal)
Renato Chermont dormindo ao lado do filho Vitor. (Foto: Arquivo pessoal)

Fabiana Nantes Chermont usou a rede social para pedir mais empatia pelo próximo, em Campo Grande. Ela é casada com Renato Chermont, que renasceu após conseguir um transplante de medula em 2018 e é mãe de Vitor, de 2 anos, que nasceu com paralisia cerebral. Os dois estão mais vulneráveis ao Coronavírus, que pode destruir a família.

“Dizem que somente os vulneráveis correm risco de morte. Esses ‘somente’, são nosso tudo”, diz. Ela tem 37 anos e comenta a história da família com relação à saúde. É mãe dos gêmeos Clara e Vitor, o menininho nasceu com paralisia cerebral e já enfrentou mais de dez pneumonias.

“Meu filho tem histórico de pneumonia, inclusive estamos investigando uma no momento. Não imaginam como fica meu coração de mãe. Penso de tantas outras que tem seus filhos no grupo de risco”, desabafa. O esposo, que já foi matéria no Lado B (clique aqui e veja), enfrentou a leucemia, mas conseguiu vencer. No entanto, precisa sempre tomar cuidados para não se expor a riscos.

Fabiana Nantes Chermont beijando o filho, Vitor. (Foto: Arquivo pessoal)
Fabiana Nantes Chermont beijando o filho, Vitor. (Foto: Arquivo pessoal)

Com o Coronavírus tão perto, o medo toma conta, por isso a família está tomando algumas medidas de segurança. “Estamos fazendo as recomendações da OMS [Organização Mundial da Saúde], de todos os médicos, infectologistas, que indicam o isolamento como único meio de conter a disseminação da doença”, conta Fabiana.

Na Capital, muitos moradores aderiram à quarentena para evitar a proliferação do vírus, no entanto, alguns ainda precisam sair de casa. “Uns porque trabalham, na área da saúde mesmo, estão lá por nós. Mas, infelizmente, outros não têm consciência coletiva. Esses que podem ficar em casa não levam tão a sério”.

A epidemia é uma questão de saúde pública, envolve a todos. “Acredito que estamos todos no mesmo barco. O mundo todo está seguindo as recomendações de quarentena. É um vírus novo, uma situação nova pra todos. Mexe com toda nossa vida emocional, econômica, mas acima de tudo o que vale é pensar nas vidas”, destaca.

Para Fabiana, 2020 é o ano que vai entrar para história e mostrar o quão pequeno as pessoas são diante do que vivem. “Só enfrentando juntos e cada um fazendo sua parte, inclusive o governo, sairemos ilesos ou nem tanto; fortes e, quem sabe, com a lição de sermos melhores”, completa.

Por essa e outras situações que possam vir é que ela teme. “Minha família é meu alicerce, a base de tudo, e faço tudo por ela. Sou mãe em tempo integral. Sempre acreditei nas pessoas, até levei alguns tombos por isso, fiquei endurecida por um tempo. Contudo, quando se é mãe tudo muda. É preciso acreditar num mundo melhor”.

“Existe maldade, mas também existem pessoas boas, de índole e com empatia. Sou exemplo vivo disso, já recebi muito e faço o possível para passar isso aos pequenos. Alguns valores que foram se perdendo, mas esse resgate depende muito de nós”.

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Renato com os filhos no quintal de casa. (Foto: Arquivo pessoal)
Renato com os filhos no quintal de casa. (Foto: Arquivo pessoal)