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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

13/05/2018 08:16

Pitaco sempre tem, mas para as mães educar com o "coração" é o que vale

São muitas as opiniões alheias, mas entre as mamães prevalece seguir a intuição sobre o que é certo para seus filhos.

Anahi Gurgel
Pâmmela, a espera de José Eduardo, que nasce em agosto, e o filho João Bernardo, de 1 ano e 9 meses.  Não tem certo nem errado, o segredo é seguir a intuição. (Foto: Paulo Francis)Pâmmela, a espera de José Eduardo, que nasce em agosto, e o filho João Bernardo, de 1 ano e 9 meses. "Não tem certo nem errado, o segredo é seguir a intuição". (Foto: Paulo Francis)

Passa ano, vem ano, e a vida de mãe parece ficar mais complicada. Publicar uma foto caseira ou fazer uma desabafo nas mídias sociais já basta para surgir um turbilhão de pitacos sobre o episódio. Tudo bem que educar é um enorme desafio, mas se tem uma coisa que enche a paciência das mamães é a tal da opinião alheia. Para evitar chateação, o que elas fazem mesmo é seguir a intuição - e com beijinho no ombro!

“Essa criança está comendo direito?”, “você ainda carrega no colo?”, “deixa gritar porque criança é assim mesmo”, “ele usa muito o celular”, são alguns dos palpites que essas “heroínas” escutam o tempo todo de amigos, familiares, vizinhos e até de desconhecidos.

A dona de casa Geisa Arruda Barbosa, 32, sabe bem o que é essa pressão quando o assunto é a educação do filho de 6 anos. “Muita gente diz que ele fica tempo demais no celular. As vezes acho que estão dando muita opinião, mas no fundo reconheço que é verdade. Nessas horas é que a gente percebe como é duro educar”, avalia.

Geisa Arruda e seu filho durante passeio em shopping da Capital. Educar é muito difícil. (Foto: Paulo Francis)Geisa Arruda e seu filho durante passeio em shopping da Capital. "Educar é muito difícil". (Foto: Paulo Francis)

Já Michelle Ferreira de Oliveira, 26, não aguenta mais ouvir que sua bebê, de 5 meses, passou da hora de comer papinha. “Eu falo que ela está forte, saudável, que o pediatra está orientando, mas não tem jeito: continuam opinando sobre o que acham certo”, conta a dona de casa.

Ela afirma que sentiu muito mais angústia com essas intromissões quando o primeiro filho nasceu, há 8 anos. “Eu tinha 17 anos, insegura, mãe de primeira viagem e acatava tudo. Agora estou mais relaxada. Absorvo somente o necessário”, diz.

Para muitos palpiteiros de plantão, o sistema de criação adotado pela professora Mariley das Costa Castro, 42, pode ser enquadrado como “linha dura”.

“Quando minha filha começa a gritar em público, eu chamo a atenção. Daí sempre ouço: criança é assim; faz parte da infância. Mas para mim, é falta de educação”, acredita.

Michelle e sua bebê. Hoje estou mais segura e faço  o que acho certo para os meus filhos. (Foto: Paulo Francis)Michelle e sua bebê. "Hoje estou mais segura e faço o que acho certo para os meus filhos". (Foto: Paulo Francis)

Ela conta que também é criticada quando não libera biscoitos, chocolates e outras guloseimas para Rebecca, de 3 anos, sua única filha. “Se ela não come o arroz, o feijão, a carne, por exemplo, vai passar fome, não dou besteira para substituir a refeição”, revela, com olhar “derretido” de amor para a pequena.

Gerações - Para as mamães, é senso comum que esses conselhos são acatados somente quando há alinhamento com o que elas – e os companheiros, em alguns casos – acreditam ser o melhor para a família.

“Pitacos não me incomodam, até porque sempre me imponho, principalmente se percebo que estou sendo impedida de fazer do meu jeito. Educar é descobrir o perfil de seus filhos, pois cada um proporciona experiências diferentes, o que exige posturas diferentes”, defende a médica Pâmmela Suellen de Carvalho Moreira, 36, mãe de João Bernardo, de 1 ano e 9 meses, e a espera de José Eduardo, que deve nascer um agosto.

A mãe de Pâmmela, Zenaide Teixeira de Carvalho, aposentada de 71 anos, observa que em tempos onde as notícias se dissipam com uma velocidade absurda e incontrolável, é ainda mais difícil criar os filhos.

Pammela faz pôse ao lado da mãe e do filho. Há respeito, acima de tudo. (Foto: Paulo Francis)Pammela faz pôse ao lado da mãe e do filho. Há respeito, acima de tudo. (Foto: Paulo Francis)

“Tem muita informação, muita fofoca, muita gente dizendo o que deve ser feito e apontando dedo. Hoje, procuro respeitar. Se não concordo com alguma atitude de minha filha em relação ao meu neto, simplesmente me afasto, sem opinar”, conta.

De quando os filhos eram pequenos , Zenaide se recorda das censuras. “Se segurava nos braços, diziam que estavam pesados, que não precisavam mais de colo. Entrava por um ouvido e saía pelo outro”, lembra, deixando evidente de onde vem toda a confiança e tranquilidade da filhota.

“Não tem certo ou errado, não ligo para julgamentos e acredito estar fazendo um bom trabalho. Meu filho é 'um cara bacana', alegre, gentil. Faria tudo de novo e vou sempre seguir minha intuição”, analisa a médica.



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