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Comportamento

“Regime do terror” era medo com ‘ataque’ a famoso de MS

Manoel da Costa Lima, que dá nome a avenida da Capital, era o foco de jornal em 1934

Por Aletheya Alves | 02/05/2024 06:22
Jornal relatava 'terror' envolvendo cena política em MS. (Foto: Arquivo/Hemeroteca IHGMS)
Jornal relatava 'terror' envolvendo cena política em MS. (Foto: Arquivo/Hemeroteca IHGMS)

Com cortes de fios de telefone, reunião de ‘jagunços’ e ameaças de morte, jornal de Três Lagoas anunciava que a região de Santa Rita do Rio Pardo estava “sob o regime do terror” com 'ataques' a Manoel da Costa Lima, um dos famosos na história de Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, o homem dá o nome a uma das avenidas mais conhecidas e também a um bairro.

“O nosso ilustre e prestigioso amigo sr. cel. Manoel da Costa Lima vem de ser victima de covarde atentado contra sua vida”, anunciava O Clarim, no dia 8 de setembro de 1934. E foi esse ataque que causou o ‘regime de terror’ para a região, aos olhos dos editores do jornal da época.

Contextualizando sobre Costa Lima, o desbravador foi quem construiu a estrada que liga Campo Grande ao rio Paraná, em que hoje é a cidade de Bataguassu. Segundo o Instituto Histórico e Geográfico de MS, o homem foi, provavelmente, o primeiro a instalar as linhas telefônicas por aqui.

Voltando para o terror em Santa Rita do Rio Pardo, o jornal conta que Manoel estava na região e pessoas contrárias ao movimento armado sob liderança de Getúlio Vargas, que deu início à “Era Vargas” entraram no contexto.

Como o próprio jornal se apresentava, era um “órgão independente - político e noticioso”. E, nessa época, pelos relatos, não estava ao lado de quem se opunha à chamada revolução de 1930.

Trecho que descreve embate entre pessoas com pensamento político contrário. (Foto: Arquivo/Hemeroteca IHGMS)
Trecho que descreve embate entre pessoas com pensamento político contrário. (Foto: Arquivo/Hemeroteca IHGMS)

Com isso em mente, essa parte da história de Mato Grosso do Sul conta sobre como as movimentações por aqui se relacionavam com o que ocorria nacionalmente. E a imprensa fazia questão de dar os adjetivos para a história.

Contrários a Manoel da Costa Lima teriam, como o Clarim diz, ameaçado Manoel, que tentava definir os rumos políticos por aqui. E esses eram apontados como pessoas fora da lei, que tentavam a “degradação de costumes políticos”.

“O sr. cel. Costa Lima tem sido acusado por inúmeras vezes, da prática de delitos, por seus desafetos políticos nesta cidade, os quais não se limitam às acusações infundadas”, descreve o jornal, defendendo o desbravador.

E, de terror, o que é relatado é uma dolorosa cena de sangue ocorrida em 1932”, em que adversários políticos se enfrentaram. Mas mais detalhes não foram dados. No fim das contas, eram as tentativas de lados políticos contrários e reuniões que deram a cara de “regime do terror” no século passado, mostrando que Mato Grosso do Sul já era movimentado desde então.

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